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TRIBUNA LIVRE

Bares e restaurantes no centro das decisões econômicas

Segmento ganha relevância econômica e defende maior participação no debate sobre políticas públicas e desenvolvimento urbano

Rodrigo Vervloet | 09/01/2026, 12:46 h | Atualizado em 09/01/2026, 12:46
Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna



          Imagem ilustrativa da imagem Bares e restaurantes no centro das decisões econômicas
Rodrigo Vervloet é presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares/Abrasel ES)

Bares e restaurantes deixaram de ser vistos apenas como espaços de lazer para assumir um papel central na dinâmica econômica das cidades. No Espírito Santo, o setor de foodservice responde por uma parcela relevante da geração de empregos, da arrecadação de tributos e da movimentação da economia local, com efeitos diretos sobre cadeias produtivas, fornecedores e o comércio em geral.

Dados ajudam a dimensionar esse peso econômico. Segundo levantamentos do setor, bares e restaurantes movimentaram cerca de R$416 bilhões em 2023, o que equivale a aproximadamente 3,6% do Produto Interno Bruto brasileiro, além de empregar cerca de 4,9 milhões de pessoas, correspondendo a quase 8% dos empregos formais do país. Trata-se de um segmento com forte capacidade de absorção de mão de obra e papel relevante na formalização do trabalho e na arrecadação pública.

Nesse contexto, os 35 anos do Sindbares/Abrasel ES ajudam a ilustrar a evolução de um setor que se tornou mais profissional, regulado e estratégico. A atuação de uma entidade representativa forte permitiu organizar demandas, qualificar o diálogo institucional e transformar reivindicações pontuais em propostas estruturadas, capazes de contribuir de forma técnica para políticas públicas mais eficientes.

O que ainda precisa avançar é o reconhecimento pleno do setor como parte do planejamento econômico e urbano. Decisões relacionadas à mobilidade, ao ordenamento das cidades, à ocupação de espaços públicos e às regras sanitárias impactam diretamente bares e restaurantes. O mesmo ocorre quando se discutem tributos, encargos trabalhistas e a tributação incidente sobre bebidas e alimentos, temas que afetam diretamente custos, competitividade e capacidade de geração de empregos. Nem sempre, porém, essas decisões são tomadas com a devida escuta técnica do setor organizado.

Quando esse diálogo não ocorre, o resultado costuma ser insegurança jurídica, aumento de custos e perda de previsibilidade para quem empreende. Por outro lado, experiências nacionais e internacionais demonstram que cidades que integram o foodservice ao planejamento urbano e econômico colhem benefícios concretos, como maior vitalidade dos centros urbanos, fortalecimento da economia local e estímulo à formalização.

Ao completar 35 anos, o Sindbares/Abrasel ES reafirma seu papel como agente técnico nesse debate. Mais do que representar empresários, a entidade contribui para a construção de soluções que equilibram desenvolvimento econômico, organização urbana e qualidade de vida. Reconhecer bares e restaurantes como parte da estratégia de crescimento do Espírito Santo é um passo essencial para cidades mais dinâmicas, organizadas e sustentáveis.

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