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DOUTOR JOÃO RESPONDE

Espiritualidade também é ciência

A espiritualidade ajuda a dar sentido à vida, à dor e ao cuidado com a saúde

João Evangelista Teixeira Lima | 20/01/2026, 12:24 h | Atualizado em 20/01/2026, 12:24
Doutor João Responde

Dr. João Evangelista



          Imagem ilustrativa da imagem Espiritualidade também é ciência
João Evangelista Teixeira Lima é clínico geral e gastroenterologista |  Foto: Divulgação

A espiritualidade está na essência da alma humana pela busca do infinito, se apresentando como uma característica individual, enquanto a religião é coletiva, traduzindo a doutrina de uma comunidade. Pessoas que assumem sua espiritualidade tendem a ser fisicamente mais saudáveis, com mais sucesso para adaptação ao estresse, gerando equilíbrio das funções orgânicas controladas pelo sistema nervoso, como a produção de hormônios e a imunidade.

Quando um indivíduo se sente incapaz de encontrar um significado para os eventos da vida, como, por exemplo, diante de uma doença, ele sofre pelo sentimento de vazio e desespero.

O ato espiritual atende às necessidades de encontrar razão e preenchimento na vida, assim como a sede de esperança e a vontade para viver.

Sendo incapaz de vislumbrar um significado para os eventos da vida, a pessoa sofre pelo sentimento de vazio e desespero. A espiritualidade ajuda a suportar melhor os sentimentos de raiva e ansiedade.

Muitos pacientes usam suas crenças para lidar com suas doenças. A cura é influenciada pelo reforço otimista, e este efeito pode ser tão importante quanto aquele produzido pelo tratamento clínico. A espiritualidade costuma dar propósito para a vida e para o sofrimento, mobilizando energia física e mental.

O ser humano possui uma função religiosa natural, sendo que sua saúde e estabilidade psíquica dependem de sentimentos de espiritualidade.

Somos seres sociais e espirituais por natureza. Tanto a espiritualidade quanto a religiosidade são relevantes na prática médica. A religiosidade diz respeito à vivência de práticas, crenças e valores, vinculados a uma tradição específica. A espiritualidade se refere à busca de sentido e conexão com algo maior. Ambas se entrelaçam.

“Espírito” significa “respiração”, “sopro de vida”, mostrando a dimensão espiritual como a parte humana imaterial, relacionada à força vital. É na dimensão espiritual que reside o desejo profundo de encontrar sentido.

No seu ofício, o médico é confrontado com a dor do outro em suas diversas manifestações. Para aliviá-la, ele lança mão de recursos tecnológicos.

Entretanto, além da dor física, o paciente também apresenta dor espiritual, necessitando de um espaço de expressão e uma atenção que suporte o incômodo por ela causado, especialmente diante das incertezas que não cabem em conceitos predeterminados. Nenhuma dor deve permanecer presa. Ela precisa de liberdade de expressão e validação.

Em contextos de doença ou fim de vida, a busca de sentido é uma característica fundamental da experiência humana, tendendo a emergir com intensidade, levando a pessoa a confrontar questões existenciais profundas.

Ao tratar seu paciente, o médico não deve se perder no sofrimento e nem endurecer diante dele. Muitos enfermos avaliam o atendimento médico mais pelo trato humanístico do que pelo conhecimento técnico.

O cuidado espiritual só é autêntico quando reconhece que quem cuida também sangra.

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