Romance nas águas e encontro durante retiro: as histórias de casais do ES
Psicóloga destaca sinais de quando a relação pode avançar para além da época de verão
No verão de 2021, durante a pandemia, a administradora Meline Miranda, 42 anos, foi incentivada por sua psicóloga a ter um hobby. Ela participou, com uma amiga, de uma aula experimental de canoa havaiana, e gostou do esporte.
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Meline então decidiu procurar por uma escola perto de sua casa. Foi nessa ocasião que ela encontrou o comprador Arthur Ayres Maulaz, 31, na escola Jardim Camburi Va'a, às 5h40.
“Estávamos aguardando a canoa chegar e ele me recepcionou, me acolheu. Era a segunda vez na vida que eu remava. Tinha um mergulho em alto-mar, mas eu falei que não iria, porque não saberia voltar para a canoa. Porém, o Arthur veio nadando e me chamou para pular, falando que me ajudaria a subir na canoa”.
O gesto impressionou Meline. Mas ela contraiu covid, logo em seguida, e não foi mais para as aulas, retornando apenas em março. “Ele continuou sendo um cavalheiro. Ele não chegou 'chegando', mas ele se posicionava”.
A canoa virou o “lugar” do casal, que começou a se seguir nas redes sociais. No dia 5 de março daquele ano, deram o primeiro beijo e, no dia 19, começaram a namorar. Em seis meses, dia 2 de outubro, casaram e hoje têm um filho, Álvaro, de 1 ano e 10 meses.
“Um amor de verão curto, mas com quatro anos de casamento e um filho. Vivemos uma grande alegria. Bendita canoa havaiana!”, brinca Meline.
Sinais
A psicóloga Marília Zanette destaca que vale a pena investir em uma relação quando há coerência entre discurso e atitude, respeito aos limites, interesse genuíno pela vida real (não só pela versão de férias) e abertura para conversas difíceis.
Quando existe interesse genuíno pelo bem-estar do outro, disposição para ouvir, resolver conflitos de forma saudável e construir algo em conjunto, a relação tende a ser positiva, avalia a psicóloga Ana Angélica Wernesbach.
Outro ponto a ser observado, segundo a psicóloga e colunista de A Tribuna Sátina Pimenta, é se o vínculo resiste quando o cenário muda, se há interesse mesmo sem sol, mar ou festa ou se o outro permanece quando o parceiro está num dia comum.
“Então, talvez ali exista algo que mereça cuidado. Porque o que é real não precisa de estação para acontecer”.
Encontro durante retiro da igreja
Foi em um retiro de verão da igreja, em 2022, que a assistente de Marketing 360º Carolina Costa, de 29 anos, e o soldador Rodrigo Alves, de 26, se aproximaram. Por passarem mais tempo juntos, as conversas foram se aprofundando e a amizade acabou virando sentimento.
“Nosso primeiro encontro com a intenção de sermos um casal foi na praia, no dia 10 de setembro de 2022. Passamos o dia conversando e foi quando aconteceu nosso primeiro beijo”, relembra Carolina.
Mas foi no dia 15 de janeiro de 2023, no retiro seguinte, que Rodrigo pediu Carolina em namoro. O casal selou a união no dia 10 de setembro de 2025. “Como a praia e o verão marcaram nossa história, escolhemos a praia para o nosso pré-wedding (ensaio pré-casamento). O que começou por lá cresceu e nos trouxe até o casamento”, contou Carolina.
Caminhada despretensiosa
Uma caminhada despretensiosa pela orla da avenida Beira-Mar, em Vitória, em setembro de 2024, fez com que a técnica de radiologia Wanderleny Histayne, de 21 anos, conhecesse o cuidador de idosos Jorge Luis Pereira, de 36.
Jorge, que estava treinando, despertou a atenção da jovem. “Pedi a ele para me ensinar a fazer a barra fixa, e ele me ensinou de um jeito mais fácil. Como o Jorge também é professor de capoeira, e eu também faço, a partir daí trocamos telefone e começamos a conversar”, relatou a técnica de radiologia.
“No início, não estavámos interessados um pelo outro, mas tínhamos afinidade. As pessoas ao nosso redor que perceberam que estávamos apaixonados”, contou Jorge.
No dia 29 de dezembro de 2024, Jorge fez o pedido de namoro. “Era aniversário dela, dei um presente e falei para virarmos o ano juntos. Agora estamos planejando o casamento”, afirmou o cuidador de idosos.
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