Central de especialistas vai ajudar a reduzir fila de consultas e exames no ES
Teleinterconsulta permitirá que médicos da atenção básica tirem dúvidas com especialistas antes de encaminhar pacientes
Com a meta de reduzir o tempo de espera por consultas e exames pelo SUS, o Espírito Santo vai criar uma central virtual com médicos de referência em várias áreas. A ferramenta de teleinterconsultas vai permitir que médicos da atenção básica tirem dúvidas com especialistas antes de encaminhar pacientes para a fila de espera pelos serviços.
O novo serviço deve ser contratado neste mês, para começar a funcionar até abril. Ele é inspirado em um modelo que reduziu em até 70% os encaminhamentos a consultas e exames em Minas Gerais, otimizando a fila e reduzindo a espera para quem precisa do atendimento.
Em entrevista ao jornal A Tribuna nesta semana, o governador do Estado, Renato Casagrande, destacou os avanços na oferta de consulta com especialistas e de cirurgias eletivas nos últimos anos, mas elencou “missões” para melhorar ainda mais o acesso à saúde para a população.
Entre elas, está a organização da fila de espera pelas consultas especializadas e pelos exames, assim como a contratação de especialistas para que auxiliem médicos da atenção primária.
“Se o médico da unidade de saúde tem dúvida se deve pedir um exame ou não, ele pode acionar um médico de referência pra saber se precisa daquele exame ou daquela consulta”.
O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, explicou que há uma fila expressiva na atenção especializada concentrada na regulação estadual, o que exige trabalho em duas frentes: ampliar oferta de consultas e exames e, ao mesmo tempo, organizar a demanda.
Ele destacou que, nesse contexto, surgiu a proposta da teleinterconsulta. O modelo prevê que, antes de encaminhar o paciente para a fila estadual, o médico da atenção básica possa consultar, caso queira, um especialista por meio de um sistema digital, descrevendo o caso clínico.
“Esse especialista pode orientar a conduta, sugerir exames, ajustes de medicação ou até indicar que o caso seja acompanhado por mais um período na unidade de saúde”.
Hoffmann frisou que a medida não impede o acesso ao especialista, mas qualifica a entrada na fila e prioriza casos mais graves.
“O médico especialista terá até 48 horas para responder aos casos enviados pelos profissionais da atenção primária”.
Segundo ele, em situações como suspeita de AVC ou infarto, o atendimento será imediato e por vídeo, com suporte direto de neurologistas e cardiologistas, permitindo o encaminhamento do paciente para unidades de referência.
Saiba mais
Teleinterconsultas
O governo do Estado vai criar uma central de médicos especialistas para atuar em Teleinterconsultas.
O serviço funciona usando tecnologias digitais para conectar especialistas e profissionais da atenção primária – que atuam em unidades de saúde.
Com as teleinterconsultas, os médicos das unidades de saúde que tiverem dúvidas poderão acionar por meios digitais os médicos de referência em diversas áreas para discutir casos complexos, obter segundas opiniões ou orientações diagnósticas/terapêuticas.
Como vai funcionar
Casos sem urgência
Médicos das unidades de saúde que tiverem dúvidas ou quiserem uma opinião de médicos de referência sobre condutas a serem direcionadas a um paciente poderão fazer a descrição detalhada do caso e enviar por e-mail.
A central para as interteleconsultas funcionará de forma virtual, sem necessidade de um espaço físico fixo.
Os médicos especialistas poderão atuar de qualquer local e terão até 48 horas para responder aos casos enviados pelos profissionais da atenção primária.
Inicialmente, a central deve contemplar as especialidades com maior volume de encaminhamentos, como ortopedia, ginecologia, cardiologia, psiquiatria, neurologia adulta e neuropediatria.
Suspeita de infarto ou AVC
Em situações específicas, como suspeita de AVC ou infarto, o atendimento será imediato e por vídeo, com suporte direto de neurologistas e cardiologistas, permitindo o encaminhamento rápido do paciente para unidades de referência.
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