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EU E ELAS

A síndrome da mulher invisível depois dos 50

Aos 50, mulheres enfrentam a invisibilidade social, mas redescobrem sua força, valor e o direito de ocupar novos espaços

Izah Mendonça | 10/04/2026, 06:15 h | Atualizado em 02/04/2026, 15:41
Eu e Elas

Iza Medonça

Izah Mendonça é jornalista, e apresentadora do programa Eu e Elas, o único do Estado voltado para o público feminino. Autora do livro Lisboa com Afeto, é também colunista, podcaster e empresária. Com 24 anos de carreira, atua dando voz as mulheres, fortalecendo histórias reais, o empreendedorismo, e a comunicação. É idealizadora do projeto 50tei e agora.

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          Imagem ilustrativa da imagem A síndrome da mulher invisível depois dos 50
Ser vista começa por se reconhecer |  Foto: Freepik

Em que momento a mulher deixa de ser vista?

Essa pergunta pode doer. Mas muitas de nós já sentiram essa resposta na pele.

Ela acontece devagar. Quase sem aviso.

Quando os olhares já não são os mesmos.

Quando a opinião é interrompida.

Quando a experiência deixa de ser valorizada.

Quando o espelho começa a refletir mais cobrança do que reconhecimento.

Aos 50, muitas mulheres não estão terminando. Estão no auge da maturidade, da consciência, da força emocional. Mas, paradoxalmente, é nessa fase que muitas de nós, começamos a nos sentir invisíveis.

Invisíveis no mercado de trabalho.

Invisíveis nas relações.

Invisíveis para uma sociedade que ainda insiste em associar valor feminino à juventude.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população feminina acima dos 50 anos cresce de forma significativa no país. Ainda assim, pesquisas apontam que mulheres nessa faixa etária enfrentam mais dificuldade de recolocação profissional e menor representatividade em espaços de visibilidade.

Mas essa invisibilidade não nasce apenas fora.Ela também se instala dentro.

Depois de anos cuidando de tudo e de todos, muitas mulheres se desconectam de si mesmas. Dos seus desejos. Dos seus sonhos. Da sua própria voz.

E, aos poucos, passam a se colocar em segundo plano.

Como se já tivessem vivido o que tinham para viver.

Mas não.

A vida não tem prazo de validade.

Existe uma potência enorme na mulher que chega aos 50.

Ela já atravessou fases, superou dores, construiu histórias.

Ela sabe o que quer. E, principalmente, o que não aceita mais.

Talvez o problema não seja a falta de valor.

Mas a falta de reconhecimento.

E isso precisa mudar.

Na sociedade, sim.

Mas, antes de tudo, dentro de cada mulher.

Se olhar com mais gentileza.

Se ouvir com mais atenção.

Se permitir ocupar espaços, aprender algo novo, recomeçar quantas vezes for necessário.

Ser vista começa por se enxergar.

Você não está invisível.

Você só passou tempo demais olhando para fora.

Agora é hora de voltar para si.

Porque a mulher que você se tornou não merece ser esquecida, merece ser celebrada.

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Izah Mendonça é jornalista, e apresentadora do programa Eu e Elas, o único do Estado voltado para o público feminino. Autora do livro Lisboa com Afeto, é também colunista, podcaster e empresária. Com 24 anos de carreira, atua dando voz as mulheres, fortalecendo histórias reais, o empreendedorismo, e a comunicação. É idealizadora do projeto 50tei e agora.

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Eu e Elas

Eu e elas,por Iza Medonça

Izah Mendonça é jornalista, e apresentadora do programa Eu e Elas, o único do Estado voltado para o público feminino. Autora do livro Lisboa com Afeto, é também colunista, podcaster e empresária. Com 24 anos de carreira, atua dando voz as mulheres, fortalecendo histórias reais, o empreendedorismo, e a comunicação. É idealizadora do projeto 50tei e agora.

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Iza Medonça

Izah Mendonça é jornalista, e apresentadora do programa Eu e Elas, o único do Estado voltado para o público feminino. Autora do livro Lisboa com Afeto, é também colunista, podcaster e empresária. Com 24 anos de carreira, atua dando voz as mulheres, fortalecendo histórias reais, o empreendedorismo, e a comunicação. É idealizadora do projeto 50tei e agora.

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Eu e elas

Esta coluna é um espaço dedicado a histórias que inspiram mulheres a serem protagonistas de suas vidas. Izah aborda empreendedorismo, comportamento, saúde, bem-estar e causas sociais, valorizando trajetórias reais, conexões e informação com propósito.