Quando o nosso valor não pode depender do olhar do outro
Autoestima sem métricas: o valor que nasce da consciência e não da aprovação externa
Iza Medonça
Izah Mendonça é jornalista, e apresentadora do programa Eu e Elas, o único do Estado voltado para o público feminino. Autora do livro Lisboa com Afeto, é também colunista, podcaster e empresária. Com 24 anos de carreira, atua dando voz as mulheres, fortalecendo histórias reais, o empreendedorismo, e a comunicação. É idealizadora do projeto 50tei e agora.
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Quantas vezes você já se mediu pelo olhar de alguém?
Pelo elogio que recebeu, ou pela ausência dele?
Pelo resultado que alcançou, ou pelo que não atingiu?
Vivemos, muitas vezes, condicionando nossa autoestima a fatores externos. À balança quando subimos nela. Ao saldo bancário no fim do mês. Ao cargo que ocupamos. À sensação de sermos necessárias para alguém. Como se o nosso valor estivesse sempre atrelado a uma métrica, a um número, a uma validação.
Mas a vida não é estática. O corpo muda ao longo dos anos. A rotina se transforma. Os papéis que desempenhamos também. Somos filhas, profissionais, mães, líderes, parceiras e, em cada fase, algo se reorganiza dentro e fora de nós. Inclusive as relações mudam.
O que não pode mudar é a consciência do nosso valor.
Não podemos nos diminuir porque o espelho mostra outra silhueta.
Porque a conta bancária não está como gostaríamos.
Porque alguém não reconheceu o que fizemos.
Quando entendemos que o nosso valor não está na aprovação externa, tudo ganha outro significado. A busca deixa de ser por aplausos e passa a ser por evolução. Deixa de ser por tapinhas nas costas e passa a ser por coerência com quem somos.
Não precisamos de validação. Precisamos de consciência.
Consciência de que devemos nos cuidar, não apenas por estética, mas por saúde e amor-próprio.
Estudar, não para competir, mas para crescer.
Nos interessar pela vida, viajar, descobrir, experimentar.
Nos expressar sem medo.
Nos sentir bem na nossa própria pele.
Beleza não tem idade.
Personalidade não é tendência, é identidade.
E identidade não deve se curvar à busca incessante por aprovação.
Ser protagonista da própria história é parar de esperar que o mundo reconheça o nosso valor e começar, nós mesmas, a reconhecê-lo primeiro. É se escolher todos os dias. É se colocar como prioridade sem culpa.
E quando fazemos isso, algo muda. A comparação perde força. A crítica externa perde peso. A opinião alheia deixa de ser sentença.
Elogios são agradáveis, aplausos são bem-vindos, mas não são necessários.
O que realmente importa é a forma como nos olhamos no espelho da consciência.
Porque no fim das contas, a única aprovação que sustenta uma vida inteira é a nossa própria.
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PÁGINA DO AUTOREu e elas
Esta coluna é um espaço dedicado a histórias que inspiram mulheres a serem protagonistas de suas vidas. Izah aborda empreendedorismo, comportamento, saúde, bem-estar e causas sociais, valorizando trajetórias reais, conexões e informação com propósito.