Dia da Mulher: uma conquista que continua
De Nísia Floresta a Maria da Penha, trajetória feminina inspira reflexão sobre avanços como maioria universitária e desafios como violência e desigual
Iza Medonça
Izah Mendonça é jornalista, e apresentadora do programa Eu e Elas, o único do Estado voltado para o público feminino. Autora do livro Lisboa com Afeto, é também colunista, podcaster e empresária. Com 24 anos de carreira, atua dando voz as mulheres, fortalecendo histórias reais, o empreendedorismo, e a comunicação. É idealizadora do projeto 50tei e agora.
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Celebrar o Dia da Mulher é muito mais do que marcar uma data no calendário. É reconhecer uma trajetória de lutas, conquistas e transformações que mudaram a forma como a sociedade vê e ouve as mulheres.
Hoje, temos muito a comemorar. Nas últimas décadas, a presença feminina cresceu de forma significativa em espaços que antes eram predominantemente masculinos. Segundo dados do IBGE, as mulheres brasileiras já são maioria entre os estudantes universitários e representam quase metade da força de trabalho no país. Cada vez mais, ocupam posições de liderança, empreendem, produzem ciência, arte, conhecimento e influenciam decisões que impactam toda a sociedade.
Mas nada disso aconteceu por acaso.
Antes de nós, houve mulheres que tiveram coragem de desagradar. Mulheres que enfrentaram críticas, preconceitos e resistência para abrir caminhos que hoje parecem naturais. Elas ousaram ser diferentes em tempos em que se esperava silêncio e submissão.
A história do Brasil tem exemplos marcantes dessa coragem. Nísia Floresta, ainda no século XIX, já defendia o direito das mulheres à educação quando esse debate era quase inexistente. Bertha Lutz foi uma das grandes líderes do movimento sufragista e lutou pelo direito de voto feminino no Brasil, conquistado em 1932. Maria da Penha, ao transformar sua dor pessoal em luta, tornou-se símbolo da resistência contra a violência doméstica e deu nome a uma das leis mais importantes de proteção às mulheres.
Essas mulheres não apenas enfrentaram o sistema. Elas ajudaram a transformá-lo.
Graças a essa coragem, hoje as mulheres têm mais voz, mais espaço e mais liberdade para escolher seus caminhos. Mas a caminhada ainda continua. Persistem desafios como a desigualdade salarial, a violência de gênero e a necessidade de maior representatividade em posições de poder.
Por isso, o Dia da Mulher também é um convite à reflexão. Cada geração tem a responsabilidade de continuar construindo pontes para as que virão depois.
Ser mulher hoje é ocupar espaços, expressar opiniões, liderar projetos, criar movimentos e inspirar outras mulheres a fazer o mesmo. É compreender que a força feminina não está apenas nas grandes conquistas históricas, mas também nas pequenas revoluções do cotidiano.
Celebrar este dia é, acima de tudo, agradecer. Agradecer às mulheres que vieram antes de nós, que tiveram coragem de desafiar padrões, quebrar barreiras e mostrar que o impossível pode se tornar realidade.
E é também reafirmar uma certeza simples, mas poderosa: o mundo é mais justo, mais sensível e, sem dúvida, mais bonito quando as mulheres têm voz, liberdade e espaço para serem quem são.
Porque quando uma mulher avança, toda a sociedade avança com ela.
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PÁGINA DO AUTOREu e elas
Esta coluna é um espaço dedicado a histórias que inspiram mulheres a serem protagonistas de suas vidas. Izah aborda empreendedorismo, comportamento, saúde, bem-estar e causas sociais, valorizando trajetórias reais, conexões e informação com propósito.