Empresários criticam proposta que pode acabar com a escala 6x1
Medida tem gerado forte reação do setor produtivo
A proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1 tem gerado forte reação do setor produtivo. Para empresários, a medida tende a reduzir a produtividade, elevar custos operacionais e pressionar preços ao consumidor, além de desconsiderar as particularidades de cada setor econômico.
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O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, afirmou que, neste momento, o fim da escala 6x1 afetaria diretamente a produtividade no Brasil, que já é baixa e não cresce há décadas.
“Se reduzirmos ainda mais nossa produtividade, aumentaremos custos operacionais das empresas e, em algum momento, precisaremos repassá-los ao consumidor. O País tem outros problemas muito mais urgentes”.
A Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES) entende que a discussão sobre a escala de trabalho 6x1 deve ser conduzida por meio do diálogo e da negociação coletiva.
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Nesse sentido, a Federação manifestou-se contrária à PEC, por compreender que medida de caráter constitucional não é o instrumento adequado para tratar um tema que exige flexibilidade e consideração das realidades de cada setor.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES) também afirmou que o setor vê com preocupação a forma como ocorre a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos, ressaltou que a hotelaria está totalmente apreensiva com essa sinalização do governo de “unificar” e acelerar o fim da escala 6x1.
“Na prática, reduzir jornada sem elevar produtividade, sem desonerar e sem um plano de transição consistente tende a gerar uma combinação ruim: serviços mais caros, diárias mais altas, menos vagas formais e mais informalidade”.
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