"Só posso agradecer por estar vivo", diz bombeiro que caiu de parapente no ES
Carlos Souto, que atua no Rio de Janeiro, foi resgatado em uma área de difícil acesso, em Castelo, e levado de helicóptero ao hospital
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O bombeiro militar Carlos Souto, do Rio de Janeiro, sobreviveu a uma queda de parapente em Castelo, e usou as redes sociais para agradecer o atendimento das equipes capixabas. No Instagram, ele disse que considera a data como um novo aniversário. “Sigo com fé. Vou em frente, mesmo após cair e quebrar sete costelas. O medo cega nossos sonhos, mas não pretendo parar”.
Souto foi resgatado por bombeiros e levado de helicóptero pelo Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) até a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim. O acidente ocorreu no último dia 13, na região da Pedra dos Cabritos.
Após estabilização, foi transferido, no dia 15, também por aeronave do Notaer, ao Rio de Janeiro, onde segue internado. Segundo ele, as lesões atingiram sete costelas, uma das tíbias e duas fíbulas, além de fraturas e escoriações pelo corpo.

Segundo o Corpo de Bombeiros capixaba, a vítima conseguiu acionar o socorro informando que havia caído em uma área de mata. Ele relatou ter perdido o controle do parapente e atingido uma encosta de pedra. As equipes iniciaram as buscas e, com apoio do Notaer, conseguiram localizá-lo e retirá-lo de uma região de difícil acesso.
Para o instrutor de voo livre João Meireles, o caso de Carlos reforça a necessidade de planejamento e checagem rigorosa antes de qualquer decolagem. “O parapente é um esporte fascinante, mas exige disciplina, equipamentos revisados e atenção às condições do tempo”.
Carlos tem mais de 15 anos no Corpo de Bombeiros do Rio. Apaixonado por esportes de aventura, pratica parapente há quase 10 anos e costuma viajar pelo País em busca de rotas de voo livre.
Além da carreira dedicada ao salvamento e resgate, ele compartilha nas redes sociais experiências de superação, fé e a importância do preparo físico e mental para enfrentar desafios.
“Depois de tudo, só posso agradecer por estar vivo”
A Tribuna: Como o senhor define o dia 13 de agosto?
Carlos Souto: Foi um novo aniversário. Depois de tudo, só posso agradecer por estar vivo.
O que aconteceu no voo?
Perdi o controle do parapente e atingi uma encosta de pedra. Foi um impacto muito forte.
Quais foram as lesões?
Fraturei sete costelas, uma tíbia e duas fíbulas, além de várias escoriações pelo corpo.
Como foi o resgate?
Fundamental. O Corpo de Bombeiros do Espírito Santo e o Notaer agiram muito rápido. Recebi os primeiros atendimentos no local e depois fui levado de helicóptero até a Santa Casa de Cachoeiro.
O que passa pela sua cabeça depois de tudo isso?
Sigo com fé. O medo não pode cegar nossos sonhos. Quero continuar vivendo intensamente.
Pensa em voltar a voar?
Ainda é cedo para dizer, mas não pretendo parar. O parapente é uma paixão e também um aprendizado sobre limites.
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