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Cidades

Dez horas de costura por dia para ajudar crianças carentes

Maria Margarida Faria Onofre, de 95 anos, confecciona shorts para doação há 40 anos. As peças vão parar até na Bahia


Imagem ilustrativa da imagem Dez horas de costura por dia para ajudar crianças carentes
Maria Margarida Faria Onofre mostra short que produz: “Quando faço uma peça, já vejo a criança que vai vestir” |  Foto: Heytor Gonçalves/ AT

Muito amor para dar! A pensionista Maria Margarida Faria Onofre é um exemplo de alegria, animação e voluntariado. Aos 95 anos, ela dedica 10 horas por dia na costura de shorts para doar a crianças carentes.

O trabalho, que começou há 40 anos, já contemplou milhares de pequenos da Grande Vitória e também de outros municípios e estados.

“Eu não sei quantos shortinhos já fiz ao longo dessas décadas, mas foram muitos. Alguns já foram parar na Bahia e em Minas Gerais”, comentou.

O início de tudo se deu quando uma conhecida a informou que tinha retalhos de tecidos, sugerindo ser uma boa ideia fazer roupa para doar a crianças carentes. Naquela época, Maria, que trabalhava como cozinheira em uma creche no Ibes, Vila Velha, gostou da ideia.

“Nunca me esqueço do primeiro shortinho que fiz. Fiquei alegre e me empolguei, assim, comecei a comprar materiais para fazer mais roupas. Ia lá na Vila Rubim, naquelas bancas, e escolhia os melhores tecidos”.

Maria Margarida disse que durante todos os anos dessa ação de caridade, o sentimento nunca mudou. “Quando eu faço uma peça, já vejo a criança que vai vestir. A alegria é muito grande. É a sensação de sentir Deus presente em você”.

Imagem ilustrativa da imagem Dez horas de costura por dia para ajudar crianças carentes
Rosimeri Faria Onofre Loyola, filha de Maria Margarida: orgulho da mãe |  Foto: Heytor Gonçalves/ AT

Antes mesmo de começar com a produção dos shorts, é importante ressaltar que a relação da pensionista com a costura já existia. Quando jovem, ela costurava roupas para seu marido e seus filhos.

“A gente não comprava roupa lá em casa, eu costurava tudo. Eu visitava o centro da cidade e tinham lojas com roupas lindas para crianças, então eu avaliava, chegava em casa e fazia parecidas”.

Para a filha de Maria, Rosimeri Faria Onofre Loyola, de 70 anos, a criação dos shortinhos enche sua mãe de vida.

“Se não fosse esse trabalho, ela não estaria mais aqui. Isso é uma realização para ela, é algo que dá saúde. Ela tem todas as comorbidades possíveis: tem marca-passo, diabetes, problema respiratório. E está aí, firme e forte. Esse trabalho é a cura. Ela não reclama de nada”.

Rosimeri finalizou contando que fica muito contente com as ações da mãe. “Tenho muitas conhecidas e elas ficam chocadas e vivem comentando: ‘nossa, a mãe da Meri é algo fora do normal, superanimada’. É um orgulho muito grande e inspiração também. Mamãe faz planos como se ela nunca fosse morrer”.

“Quero fazer 3 mil peças neste ano”, diz Maria Margarida

Simpatia, perseverança e gentileza fazem parte da vida da pensionista Maria Margarida Faria Onofre, de 95 anos. Há 40 anos, ela se dedica na costura de shorts que são doados para crianças carentes. Para entender melhor como funciona seu trabalho e descobrir os objetivos futuros, A Tribuna bateu um papo com ela.

A tribuna- O que sente com esse trabalho?

Maria- Muita felicidade. É a sensação de sentir Deus presente em você.

Quantos shorts já fez ao longo dos 40 anos trabalhando?

Não sei quantos shortinhos já fiz, sei que são muitos. Ano passado tive a meta de fazer 2023 deles, e consegui costurar quase 2.500.

Quem a ajuda?

Meus vizinhos, pessoas da igreja, conhecidos que sabem do meu trabalho, gente que faz caridade. Eles me ajudam doando tecido e também entregando as roupas para as crianças carentes.

Além de costurar os shortinhos, você também já trabalhou com voluntariado?

Isso. Eu ensinava trabalho manual para crianças e suas mães que trabalhavam na rua. Antes, as aulas aconteciam na garagem da minha casa, depois consegui um espaço na igreja. Crochê, bordado, macramê, pintura, tecelagem, uma infinidade de trabalhos manuais, ensinei tudo o que eu sabia por 14 anos.

Você tem um livro inspirado em sua história?

Sim! O nome é “Canteiros sem fim”, da escritora Vânia Rodrigues Calmon. É uma ótima obra.

Qual é seu maior sonho?

Peço muito a Deus que envie uma pessoa que possa me ajudar a fazer o trabalho que o Senhor me destinou a fazer. Não tenho tecido e o dinheiro está difícil. Se puderem me ajudar doando tecidos e também uma máquina de costura overlock seria de grande ajuda.

Quais são seus objetivos para 2024?

Saúde, paz, amor, alegria, perdão. Tambem quero fazer 3 mil peças até o final deste ano.

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