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TRIBUNA LIVRE

Cuidar também é um movimento coletivo

Iniciativas de cooperativismo incentivam a prevenção, o autocuidado e o apoio a mulheres que enfrentam o câncer

Grazielle Grillo | | Atualizado em
Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna


          Imagem ilustrativa da imagem Cuidar também é um movimento coletivo
Grazielle Grillo é vice-presidente da Unimed Sul Capixaba |  Foto: Acervo Pessoal

O Outubro Rosa é um período que nos convida a falar mais sobre a saúde da mulher, mas também nos lembra que o cuidado precisa fazer parte da rotina durante todo o ano. Prevenção, informação, atenção à saúde emocional e apoio nos momentos de dificuldade são diferentes formas de cuidar de si e do outro.

Essa ideia também conversa diretamente com o que significa cooperar. Quando pessoas se unem em torno de um propósito, pequenas iniciativas podem alcançar outras pessoas e fazer diferença em suas vidas.

Na Unimed Sul Capixaba, esse movimento também é construído por meio de iniciativas que aproximam saúde, solidariedade e participação. Um exemplo é o Núcleo Feminino Cooperativista, que há 11 anos reúne mulheres em ações voltadas à comunidade, incluindo projetos de apoio a pessoas que enfrentam o câncer.

Durante o Outubro Rosa, essa mobilização ganha novas formas. A campanha Saúde em Dia busca estimular o autocuidado e a prevenção, enquanto ações como o Divas em Movimento criam espaços para falar sobre saúde emocional, convivência e a importância de reservar um tempo para si.

São iniciativas diferentes, mas que partem de uma mesma compreensão: cuidar da saúde não significa apenas procurar atendimento quando algo não vai bem. Significa conhecer o próprio corpo, estar atenta aos sinais, buscar informação e reconhecer quando precisamos de apoio.

E talvez seja justamente aí que o cooperativismo tenha uma contribuição tão importante. Cooperar é entender que o bem-estar coletivo também depende da participação de cada um. É colocar tempo, conhecimento, trabalho e solidariedade a serviço de um propósito que vai além do indivíduo.

Essa construção coletiva também acontece em gestos cotidianos: uma conversa sobre prevenção, uma palavra de incentivo para quem passa por um momento difícil ou a disposição para participar de uma iniciativa que pode beneficiar outras pessoas. São atitudes que ajudam a fortalecer uma rede de cuidado e mostram que cada participação pode gerar novos movimentos.

O Outubro Rosa nos lembra da importância da prevenção do câncer de mama e dos cuidados com a saúde da mulher. Mas também pode ser um convite para olharmos para o cuidado de uma maneira mais ampla: como algo que começa em nós, mas pode alcançar outras pessoas.

Quando uma mulher compartilha uma informação, incentiva outra a se cuidar. Quando alguém oferece apoio a quem enfrenta uma doença, ajuda a tornar um momento difícil mais leve. E quando pessoas se unem por uma causa, o cuidado deixa de ser apenas individual e se transforma em movimento.

É essa dimensão coletiva do cuidado que o cooperativismo nos ajuda a enxergar: quando uma iniciativa nasce da participação de muitas pessoas, seus resultados podem chegar muito mais longe. Afinal, cuidar também é reconhecer que ninguém precisa caminhar sozinho.

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