Vem turismo. Vão produtos capixabas
Aproximação turística com a Argentina pode abrir caminhos para exportações, investimentos e novos mercados para os produtos capixabas
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Aproximar o Espírito Santo do mundo exige mais do que reconhecer nossas potencialidades. Exige iniciativa, articulação e, sobretudo, uma mudança de perspectiva: precisamos pensar mais para fora do que para dentro.
A aproximação turística entre o Espírito Santo e a Argentina representa um passo importante nessa direção. Atrair visitantes argentinos significa movimentar a economia, fortalecer o turismo, gerar oportunidades e apresentar ao mundo a diversidade de experiências que nosso Estado oferece, das praias às montanhas, da gastronomia à cultura.
Mas essa aproximação também nos convida a pensar um pouco além. Se podemos atrair turistas, por que não ampliar também nossas conexões comerciais?
A pergunta não diminui a importância da agenda turística. Ao contrário, amplia o horizonte de oportunidades que uma relação internacional pode proporcionar.
O Estado possui uma economia diversificada, com produtos, serviços e vocações que merecem conquistar novos mercados. Café, cacau, pimenta, gengibre, alimentos, bebidas, artesanato e tantas outras atividades representam a capacidade produtiva de milhares de empreendedores que movimentam nossas cidades e geram emprego e renda.
Muitos desses negócios, especialmente os pequenos e médios, têm qualidade e potencial, mas ainda enfrentam dificuldades para ultrapassar as fronteiras regionais. Falta, muitas vezes, acesso a mercados, informação, conexões e oportunidades. É nesse ponto que as instituições públicas e privadas precisam assumir um papel estratégico. Sebrae, entidades empresariais, federações, governos e instituições de promoção comercial podem trabalhar de forma coordenada para identificar vocações, dar visibilidade aos nossos arranjos produtivos e conectar empreendedores a compradores e parceiros internacionais.
Missões empresariais, câmaras de comércio, relacionamentos consulares e acordos de cooperação precisam estar no radar do Estado. Não apenas em relação à Argentina, mas também a outros países com potencial para receber nossos produtos e serviços.
A internacionalização não pode ser privilégio de grandes empresas. Precisa ser possibilidade concreta para quem produz em menor escala, preserva tradições, inova e sustenta a economia local. Fortalecer as instituições também significa ampliar sua capacidade de conectar pessoas, mercados e oportunidades.
A aproximação turística com a Argentina pode ser parte de um movimento maior. Um convite para que o Estado construa uma agenda permanente de relações internacionais, capaz de unir turismo, comércio, investimentos e desenvolvimento.
Vem turismo. Vão produtos capixabas. Que essa ideia deixe de ser só uma boa frase e se transforme em estratégia: aproximar o Espírito Santo do mundo e criar caminhos para que o mundo conheça, visite e também consuma aquilo que produzimos. Porque desenvolver nossa economia também significa iluminar quem produz, abrir portas para quem empreende e construir pontes para o futuro.
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