Nossos dados já vazaram. E agora?
Especialistas alertam para o avanço dos golpes e a importância da segurança digital no dia a dia
Tasso Lugon
Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.
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Por muito tempo, falar sobre vírus de computador parecia algo distante da realidade da maioria das pessoas. O problema era associado apenas a máquinas lentas, arquivos corrompidos ou computadores travando sem explicação. Mas a transformação digital mudou completamente esse cenário. Hoje, ataques virtuais fazem parte da rotina de pessoas, empresas e governos.
Os primeiros programas maliciosos surgiram ainda na década de 1970. Um dos mais conhecidos foi o Rabbit, criado para se replicar rapidamente e comprometer o desempenho dos computadores. Com o avanço da tecnologia, essas ameaças evoluíram e passaram a ser conhecidas como malware, termo utilizado para definir softwares criados para invadir sistemas, espionar atividades, sequestrar informações ou explorar vulnerabilidades digitais.
Entre os exemplos mais conhecidos estão os Cavalos de Tróia, ou trojans. Eles se escondem em arquivos aparentemente confiáveis e, ao serem instalados, permitem invasões silenciosas capazes de registrar senhas, dados bancários e informações pessoais sem que a vítima perceba.
Mas existe um ponto que mudou completamente a discussão sobre segurança digital: o problema atual já não é apenas o vazamento de dados. Grande parte das nossas informações pessoais já circula na internet há muito tempo. E-mails, telefones, CPF e até senhas antigas fazem parte de bases de dados compartilhadas ilegalmente na rede.
Os números ajudam a entender o tamanho do problema. Segundo a Serasa Experian, 51% dos brasileiros sofreram algum tipo de fraude em 2024, e mais da metade teve prejuízo financeiro. No comércio eletrônico, foram registradas 2,8 milhões de tentativas de fraude no mesmo período, somando cerca de R$ 3 bilhões em riscos para o varejo digital.
O cenário também preocupa empresas e governos. Em 2024, o mundo registrou média de 1.673 ciberataques por semana, alta de 44% em relação ao ano anterior, segundo levantamento citado pela consultoria Check Point.
O grande risco agora está no uso dessas informações. Com dados reais em mãos, criminosos criam golpes cada vez mais convincentes. Simulam contatos de bancos, empresas e até familiares, utilizando engenharia social para explorar a confiança e a vulnerabilidade emocional das pessoas.
Por isso, na avaliação de Tasso, especialista em segurança digital, a pergunta mais importante hoje já não é “meus dados podem vazar?”, mas sim “o que posso fazer agora que meus dados provavelmente já estão expostos?”. A resposta passa por uma mudança de comportamento: menos ingenuidade digital, mais atenção aos sinais de golpe e maior cuidado com senhas, acessos e confirmações de identidade.
A segurança digital deixou de ser uma preocupação restrita aos especialistas em tecnologia. Ela passou a fazer parte da vida de qualquer pessoa conectada à internet. Usar autenticação em dois fatores, evitar repetir senhas, manter aplicativos atualizados e desconfiar de mensagens com senso de urgência são atitudes simples, mas cada vez mais necessárias.
No fim das contas, a segurança digital depende menos de softwares avançados e mais do comportamento humano. Em um mundo onde a informação se tornou um dos ativos mais valiosos da atualidade, proteger dados, acessos e identidades deixou de ser opção e passou a ser uma necessidade diária.
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