Seguro rápido e sem papel
Tecnologia acelera mudanças no setor de seguros, com uso de IA e blockchain para reduzir burocracia e tornar serviços mais ágeis e transparentes
Tasso Lugon
Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.
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O setor de seguros, por muito tempo associado à burocracia, começa a viver uma transformação silenciosa, mas profunda. Processos demorados, análises manuais e experiências pouco digitais estão dando lugar a soluções mais rápidas, automatizadas e centradas no cliente.
Essa mudança não é por acaso. O mercado brasileiro segue em expansão e, junto com ele, cresce a pressão por eficiência e inovação. Só no primeiro trimestre de 2024, o setor arrecadou mais de R$ 100 bilhões, com crescimento de 13,7%, segundo dados da Susep.
Por trás desse avanço, a tecnologia tem papel decisivo principalmente a Inteligência Artificial.
Hoje, seguradoras já utilizam IA para acelerar processos que antes levavam semanas. O caso mais evidente está na análise de sinistros, que se tornou mais ágil e precisa com o uso de algoritmos capazes de interpretar dados em grande escala.
O atendimento ao cliente também mudou. Chatbots e sistemas baseados em linguagem natural já conseguem resolver boa parte das demandas, tornando o contato mais rápido e disponível.
A tendência é que esse tipo de interação continue crescendo nos próximos anos.
Mas a transformação não para por aí. Se a Inteligência Artificial melhora a eficiência, o blockchain surge como resposta a um problema antigo do setor: a confiança. Com contratos inteligentes, as condições de uma apólice podem ser executadas automaticamente quando determinados critérios são atendidos, sem necessidade de intermediários.
Na prática, isso reduz burocracia, aumenta a transparência e diminui o risco de fraudes. Esse modelo já começa a ganhar espaço em soluções mais específicas, como seguros paramétricos, em que indenizações são acionadas automaticamente a partir de eventos mensuráveis, como condições climáticas ou atrasos de voos.
Outras tecnologias também entram nesse movimento. Drones, sensores e dispositivos conectados permitem avaliações mais rápidas e detalhadas de riscos, além de melhorar a prevenção de perdas.
O Brasil, inclusive, já conta com um ecossistema relevante de insurtechs, startups que vêm impulsionando essa transformação e aproximando inovação de um setor tradicionalmente mais conservador.
Ainda assim, os desafios permanecem. A implementação dessas tecnologias exige investimentos, estrutura de dados e mão de obra especializada, algo que ainda é escasso no mercado. Além disso, o avanço tecnológico traz novas discussões regulatórias, especialmente no uso de Inteligência Artificial e proteção de dados.
No fim, o movimento parece inevitável. O seguro do futuro tende a ser mais rápido, mais transparente e menos burocrático. Para as empresas, a adaptação deixou de ser opcional.
Para os consumidores, o ganho é claro: serviços mais simples, eficientes e alinhados às suas necessidades.
A transformação já começou e deve definir os próximos passos de um setor que, por muito tempo, demorou para mudar.
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