Stablecoin: dólar digital começa a mudar o sistema financeiro
Stablecoins avançam no mercado financeiro e ganham espaço nas discussões sobre regulação e pagamentos digitais
Tasso Lugon
Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.
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Durante muito tempo, o mercado de criptomoedas foi visto como um ambiente de alta volatilidade e pouca previsibilidade.
Apesar do avanço da tecnologia blockchain, ainda existia uma barreira importante para a adoção em larga escala: a confiança. Foi nesse cenário que as stablecoins ganharam protagonismo.
Diferentemente das criptomoedas tradicionais, esses ativos digitais foram desenvolvidos para manter valor estável, geralmente atrelado ao dólar. Na prática, funcionam como uma versão digital da moeda americana dentro da infraestrutura blockchain.
O que parecia um nicho restrito ao universo cripto passou a atrair bancos, fintechs, empresas de tecnologia e governos. Hoje, as stablecoins movimentam mais de US$ 300 bilhões em valor de mercado global.
O interesse cresce porque elas resolvem problemas reais do sistema financeiro. Enquanto transferências internacionais tradicionais ainda levam dias e envolvem taxas elevadas, operações com stablecoins acontecem em minutos, com menos intermediários e custos reduzidos.
Além da velocidade, oferecem previsibilidade e funcionam como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema digital. Esse movimento deixou de ser apenas tendência tecnológica para se tornar discussão estratégica. Em 2025, os EUA aprovaram o Genius Act, primeira legislação federal voltada especificamente para stablecoins, com regras de transparência e comprovação de reservas.
No Brasil, o avanço das discussões sobre o Drex acelerou o debate sobre tokenização e ativos digitais. O mercado percebeu que blockchain deixou de ser apenas inovação experimental para se transformar em plataforma capaz de modernizar pagamentos e serviços financeiros.
Ao mesmo tempo, os desafios continuam evidentes. O colapso da TerraUSD, em 2022, mostrou que estabilidade financeira não pode existir sem liquidez, governança e reservas confiáveis.
Por isso, a regulação passou a ocupar papel central nas discussões globais sobre ativos digitais. Organismos internacionais defendem supervisão mais robusta para evitar riscos sistêmicos.
Outro ponto relevante é o impacto das stablecoins sobre a dinâmica monetária global. Em muitos países, esses ativos já são utilizados como proteção contra inflação, instabilidade cambial e limitações do sistema bancário tradicional.
Mais do que uma nova categoria de criptomoeda, as stablecoins representam mudança importante na forma como dinheiro e transações financeiras tendem a funcionar nos próximos anos.
O futuro das finanças parece estar menos na substituição do sistema atual e mais na integração entre segurança regulatória, eficiência operacional e tecnologia blockchain. Assim, as stablecoins deixam de ser apenas um tema do mercado cripto para se tornarem relevantes para toda a economia.
Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital
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