Capixaba Davi Lacerda entre os árbitros de elite da CBF
Confederação divulga lista da arbitragem profissional e coloca Davi de Oliveira Lacerda e o auxiliar Douglas Pagung entre os 72 escolhidos
Após promover mudanças no calendário do futebol brasileiro e avançar na pauta da sustentabilidade financeira, a nova gestão da CBF decidiu atacar um dos temas mais sensíveis da relação entre clubes e jogadores: a arbitragem.
A entidade confirmou que, a partir de 2026, adotará oficialmente a profissionalização dos árbitros no futebol nacional.
O novo modelo prevê a criação de um grupo de elite formado por 72 profissionais, sendo 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros exclusivos para atuação no VAR.
Todos terão contratos com remuneração fixa e variável, permitindo maior dedicação à atividade e ganhos superiores aos atuais.
Entre os profissionais selecionados estão dois capixabas: o árbitro Davi de Oliveira Lacerda e o assistente Douglas Pagung.
O investimento total da CBF será de R$ 195 milhões até 2027. Desse montante, R$ 24 milhões serão destinados aos árbitros centrais, que poderão receber salários de até R$ 30 mil, além de bonificações por desempenho, de acordo com o número de escalas na Série A do Campeonato Brasileiro.
Apesar do início do torneio nesta semana, os contratos passam a valer a partir de março, e os nomes dos profissionais escolhidos serão anunciados nesta terça-feira.
O projeto foi elaborado com base em modelos adotados na Europa e se apoia em quatro pilares: treinamento técnico, saúde e performance, tecnologia e governança.
Clubes e árbitros participaram das discussões, que apontaram como principais problemas a falta de critério nas decisões, o uso do VAR, a transparência e a ausência de um padrão profissional único.
Mesmo sem obrigatoriedade de dedicação exclusiva, a CBF acredita que o novo formato será atrativo. Haverá rebaixamentos e promoções anuais no grupo de elite, além da possibilidade de afastamentos temporários por erros, com suporte psicológico e reintegração gradual.
O investimento em tecnologia também será ampliado. A CBF prevê gastar R$ 50 milhões com o VAR nos próximos dois anos, além da implementação futura do impedimento semiautomático e da adoção da Refcam, câmera acoplada ao árbitro para registrar imagens do ponto de vista do gramado.
A entidade ainda contará com estafe próprio, encontros mensais de avaliação e monitoramento remoto dos árbitros por meio de dispositivos tecnológicos.
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