Operação apreende 12 armas e prende quatro suspeitos em Afonso Cláudio
Segunda fase da Operação Desarme aponta envolvimento dos detidos com comércio ilegal de armas e pistolagem na Região Serrana
Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar apreendeu 12 armas de fogo, 379 munições e resultou na prisão de quatro pessoas na última quinta-feira (22), no município de Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo.
A ação faz parte da segunda fase da "Operação Desarme". Na primeira etapa, realizada em setembro, dois homens, de 24 e 70 anos, foram presos nos distritos de Vila Pontões e Liberdade, também em Afonso Cláudio. Na ocasião, 16 armas de fogo e centenas de munições de diversos calibres foram apreendidas.
O titular da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Venda Nova do Imigrante, delegado Rodrigo de Carvalho, explicou que o avanço das investigações permitiu identificar o envolvimento de outros suspeitos.
“Conseguimos reunir provas técnicas que possibilitaram o aprofundamento da investigação. Nesta segunda fase, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. Ao todo, retiramos de circulação 28 armas de fogo e centenas de munições nas duas fases da operação”, afirmou.
De acordo com o delegado, os investigados têm envolvimento com crimes como comércio ilegal de armas, pistolagem, cobrança de dívidas, extorsão e tráfico de drogas.
“São indivíduos já conhecidos na região. Iniciamos o monitoramento e, com os elementos reunidos, foi possível representar pelos mandados”, completou.
Dos três mandados de prisão preventiva expedidos, apenas um foi cumprido. Os outros dois alvos seguem foragidos. Um dos presos, de acordo com as autoridades, tem uma tentativa de homicídio contra um policial militar no ano de 2022.
O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, destacou que a região possui histórico de crimes relacionados a mandos de morte.
“Trata-se de um enfrentamento complexo, pois são crimes que envolvem famílias tradicionais do município e se perpetuaram ao longo do tempo. A população vive sob temor, mas já conseguimos reduzir significativamente a criminalidade na região”, afirmou.
O comandante da Força Tática da 2ª Companhia Independente da PMES, tenente Purcino, ressaltou o trabalho de inteligência empregado na operação. Segundo ele, mais de 15 endereços foram averiguados nas duas fases da ação.
“O planejamento fez toda a diferença. Sabíamos quem eram os alvos, onde estavam e como agiam. Nenhum disparo precisou ser efetuado durante a operação”, explicou.
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