Cuidar da mente também é um ato de saúde
Tudo o que você precisa saber para uma alimentação saudável no dia a dia
Gabriela Rebello
Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.
Você cuida do corpo, faz exames, tenta se alimentar melhor… mas quando foi a última vez que parou para olhar com atenção para a sua saúde mental? Janeiro Branco não é apenas uma campanha simbólica: é um convite urgente para lembrar que mente e corpo caminham juntos e que ignorar os sinais emocionais custa caro.
Criado para estimular o diálogo sobre saúde mental, o Janeiro Branco nos lembra que emoções não resolvidas, estresse crônico, ansiedade e tristeza persistente não são “fraquezas” nem “frescura”. São alertas do organismo. Assim como a dor física, o sofrimento emocional pede escuta, acolhimento e cuidado. E quanto antes esse olhar acontece, maiores são as chances de prevenção e equilíbrio.
Os sinais de alerta nem sempre são óbvios. Às vezes, a mente grita pelo corpo: insônia frequente, cansaço extremo, irritabilidade constante, compulsão alimentar, dores sem causa aparente, queda de imunidade, isolamento social, perda de prazer em atividades antes agradáveis. Outras vezes, o sofrimento se disfarça de produtividade excessiva ou de um “eu aguento tudo”. Mas ninguém aguenta tudo o tempo todo, e nem deveria.
Cuidar da saúde mental também é olhar para o próximo. É perceber mudanças de comportamento em quem convive conosco, oferecer escuta sem julgamento, estender a mão sem tentar “consertar” o outro. Pedir ajuda é um ato de coragem. Oferecer ajuda é um gesto de humanidade. Nenhuma jornada de cura é solitária.
Nesse processo, a nutrição exerce um papel fundamental. O cérebro é um órgão metabolicamente ativo, dependente de nutrientes para produzir neurotransmissores, regular o humor, o sono e a resposta ao estresse. Embora a alimentação não substitua tratamento médico ou psicológico, ela é um pilar poderoso de prevenção e suporte.
Alguns suplementos e fitoterápicos, quando bem indicados por um profissional, podem auxiliar na saúde mental e emocional:
1. Magnésio – contribui para relaxamento, sono e redução da ansiedade.
2. Ômega-3 – auxilia na modulação do humor e da inflamação cerebral.
3. Complexo B – essencial para a produção de neurotransmissores.
4. Vitamina D – baixos níveis estão associados a sintomas depressivos.
5. Ashwagandha – fitoterápico adaptógeno que auxilia no controle do estresse.
6. Passiflora – apoio natural para ansiedade e qualidade do sono.
7. Rhodiola rosea – ajuda na fadiga mental e no estresse emocional.
É importante reforçar: suplementação não deve ser feita por conta própria. Cada organismo é único, e a avaliação individual é indispensável para segurança e eficácia.
Mais do que cápsulas ou nutrientes isolados, saúde mental se constrói em rede. Médico psiquiatra, psicólogo, nutricionista, educador físico, vínculos sociais e espiritualidade — independente de religião, formam uma base de sustentação para atravessar momentos difíceis e prevenir adoecimentos futuros.
Janeiro Branco nos lembra que viver bem não é apenas existir sem doenças, mas sentir-se inteiro. Que cuidar da mente é um gesto diário, contínuo e possível. E que falar sobre saúde mental não enfraquece, liberta.
Que este mês seja um ponto de partida para mais escuta, mais empatia e mais cuidado consigo e com o outro. Porque saúde de verdade começa de dentro para fora.
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Saúde não é moda, é construção diária. Nesta coluna semanal, você vai entender como alimentação, comportamento, emoções e estilo de vida impactam seu corpo e sua mente. Reflexões práticas, ciência aplicada e estratégias reais para viver com mais equilíbrio, energia e consciência.