Preço do chocolate só deve cair no segundo semestre
Iguaria precisará de tempo para que a matéria-prima mais barata chegue à indústria e seja repassada ao varejo
O consumidor não deve perceber redução no preço do chocolate nas prateleiras no curto prazo. Especialistas apontam que o alívio no bolso tende a ocorrer só no segundo semestre, reflexo do tempo necessário para que a matéria-prima mais barata chegue à indústria e seja repassada ao varejo.
Segundo o economista do FGV IBRE, Matheus Dias, após atingir valores recordes nos últimos dois anos, o cacau passou por um movimento de acomodação nos mercados futuros. Ainda assim, diz ele, os preços seguem elevados em comparação aos patamares históricos. “Boa parte do grão atualmente em processamento foi adquirida em períodos de pico, o que mantém os custos da indústria pressionados e impede uma queda imediata do chocolate”.
Segundo ele, outro fator que contribui para esse cenário é a dinâmica da cadeia produtiva. Entre a compra do cacau, o processamento, a fabricação dos produtos e a distribuição ao comércio, o ciclo pode levar meses. Por isso, mesmo com a retração das cotações, o impacto não é imediato para o consumidor final.
A oferta global do grão também segue limitada. Problemas climáticos, pragas e doenças nas lavouras da África Ocidental, principal região produtora do mundo, reduziram a produção nos últimos anos.
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