O fantasma real…
Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
A derrota da seleção brasileira em Tóquio, de virada, não apaga o que o italiano Carlo Ancelotti já conseguiu de bom em 120 dias de trabalho, fora e dentro de campo. Mas a forma como os japoneses viraram o placar de 2 a 0 erguido no primeiro tempo, conectou o treinador com uma realidade já conhecida: a dificuldade cognitiva brasileira em momentos adversos. Grosso modo, foi o que Ancelotti lamentou após o jogo, ao dizer que o time foi outro após o primeiro gol do Japão, no erro individual de Fabrício Bruno sob pressão na grande área.
A deficiência já diagnosticada por treinadores europeus que vêm ao Brasil montar times competitivos tem sido recorrente também nas atuações da seleção brasileira - especialmente em Copas.
Ou não foi assim na disputa de pênaltis que eliminou o país após o gol da Croácia nos minutos finais da prorrogação do jogo das quartas de final da Copa do Catar?
E o descontrole no primeiro tempo do jogo contra a Bélgica, em 2018? E por aí vai… 2014, 2010, 2006… o revés impacta a autoconfiança e os jogadores mostram dificuldade no controle emocional.
No íntimo, Ancelotti, talvez, até reconheça que mudar toda a defesa da seleção para enfrentar o Japão tenha sido um exagero desnecessário. Mas tem certeza de que a derrota, depois de fazer 2 a 0 no primeiro tempo, não se deu por deficiência técnica.
O erro de Fabrício Bruno abateu a todos e os japoneses perceberam que os brasileiros não suportariam a pressão que já os incomodava desde o apito inicial.
A entrada de Ito, ponta do Genk, da Bélgica, que joga pelos dois lados, aumentou a pressão e o time de Ancelotti, não conseguiu mais se articular.
O trio Nakamura, do Reims, da França, Ueda, centroavante do Feyenoord, da Holanda, e Ito, bagunçou o sistema defensivo brasileiro.
E é até cruel julgar as atuações de jogadores como Joelinton, Richarlison e Caio Henrique, ofuscados por uma nuvem que tonteou o time todo - especialmente após as saídas de Bruno Guimarães, Vini Jr e Martinelli.
Concluo, então, dizendo que o treinador italiano foi oficialmente apresentado ao fantasma que atormenta o país há cinco Copas do Mundo. Ele que trate de exorciza-lo…
De volta: o clássico Botafogo x Flamengo deste início desta noite no Nilton Santos é daqueles que refaz o elo entre time e torcida. Vejamos…
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A coluna de Gilmar Ferreira traz análises diretas e bem fundamentadas sobre o futebol brasileiro, combinando opinião, bastidores e leitura crítica do esporte. Com linguagem acessível e olhar experiente, Gilmar comenta desempenho de clubes, decisões de dirigentes, comportamento de jogadores e os movimentos que moldam o futebol dentro e fora de campo. Suas colunas exploram não apenas resultados, mas contexto, estratégia e impacto, oferecendo ao leitor uma visão mais profunda do jogo e do cenário esportivo atual.