Polícia descarta roubo no assassinato de Dante Michelini
Ligação com o caso Araceli, venda de imóvel e possível relacionamento são investigados
A Polícia Civil descartou, nesta sexta-feira (6), a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) como motivação do assassinato do empresário Dante Brito Michelini, 75 anos, o Dantinho. Ele foi encontrado decapitado, carbonizado e em estado avançado de decomposição num sítio em Meaípe, Guarapari, na terça-feira.
Dantinho foi investigado pela morte de Araceli Cabrera Crespo, assassinada aos 8 anos, em 1973, em Vitória. O caso se tornou símbolo do combate ao abuso infantil. Araceli foi raptada, drogada, estuprada e morta após sair da escola em 1973. O corpo foi encontrado desfigurado em uma região de mata, em Vitória. Dantinho e o pai, Dante de Barros Michelini, e Paulo Helal chegaram a ser condenados pelo crime, mas anos depois foram absolvidos pela Justiça.
“A princípio surgiu uma, uma possibilidade de ter sido até um latrocínio, porque vários objetos não foram encontrados, mas agora já foi atualizado que os objetos estão lá, porque a casa destruiu, quebrou até, está embaixo dos escombros”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.
De acordo com Arruda, no momento, nenhuma hipótese pode ser descartada. “Nós temos uma história de 53 anos atrás, foi em 1973 que aconteceu o fato da Araceli, aonde teve um envolvimento, mas foi inocentado. Mas isso também não pode ser descartado. Tem agora também tem a venda do imóvel. Será que ele tinha algum relacionamento que ninguém tinha conhecimento? Tudo vai ser muito bem checado para que a gente não cometa erros e possa de fato chegar ao seu verdadeiro autor”.
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