Suspeito de agredir mulher no ES é preso tentando fugir para Portugal
Mulher sofreu lesões graves e permanentes, precisando ser hospitalizada; o suspeito foi preso no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo
O suspeito, 21 anos, de agredir brutalmente uma mulher, 38 anos, durante uma festa de aniversário que aconteceu no bairro Estrelinha, em Vitória, no último domingo (1º), foi preso, em São Paulo, após tentar fugir para Portugal. O homem foi autuado pelo crime de lesão corporal grave no contexto de violência doméstica.
Segundo a delegada Andrea Magalhães, do Serviço de Investigações Especiais do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, a vítima sofreu lesões graves e permanente, precisando ser hospitalizada.
"Foi um crime muito brutal. Embora a gente tenha conseguido buscar a vítima e conversar com ela, vimos o tanto que ela estava lesionada. Quase perdeu a visão, perdeu os dentes da frente. Ela, inclusive, ficou chocada com o próprio vídeo porque ela teve momentos de apagão. Porque ela não lembrava, ela falou: 'não vi isso'. Então, depois que ela conversou com a gente, ela voltou para o hospital e continua hospitalizada para os tratamentos", contou a delegada.
O nome do suspeito, que não teve a identidade divulgada, foi lançado no Alerta Vermelho da Interpol, após as investigações apontarem que ele havia comprado uma passagem, apenas de ida, para Portugal, em menos de 24 horas após agredir a vítima.
"A gente descobriu que ele já tinha embarcado para Portugal, com passagem apenas de ida. Não foi uma viagem planejada, que já estava no roteiro dele. Ele comprou a passagem após a agressão. Então, ele realmente tinha a pretensão de fugir do local onde ele teria que responder criminalmente. Foi necessário, então, articular com os demais órgãos, com a Polícia Federal, com a Polícia de Imigração de Portugal e a Interpol", afirmou a delegada.
Depois de ter o nome incluso no Alerta Vermelho, o suspeito foi deportado ao chegar no Serviço de Imigração de Portugal e preso, ainda na aeronave, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Magalãhes explicou que foi necessária uma atuação rápida e integrada da Polícia Civil com a Polícia Federal, a Interpol e as autoridades de Imigração de Portugal.
"A atuação rápida era necessária de maneira que, se ele entrasse em Portugal, mesmo com Alerta Vermelho, ele fica na lista de procurados. Mas, de Portugal, ele facilmente pega um trem e vai para outro lugar. E a sensação de impunidade seria grande", pontuou Magalhães.
Ainda de acordo com a Delegada, as agressões aconteceram durante uma briga entre familiares em uma festa. No entanto, devido ao estado de saúde da mulher agredida e ao fato de que o suspeito se recusou a falar sem a presença de uma advogada, não foi possível apurar o que teria motivado a violência.
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