Jovem foi morto por rivais ao visitar namorada em bairro de Vitória, diz polícia
Breno Oliveira Santos do Carmo foi cercado pelos suspeitos e assassinado com 12 tiros
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o homicídio de Breno Oliveira Santos do Carmo, de 23 anos. O crime ocorreu no dia 07 de setembro do ano passado, quando a vítima foi atingida por 12 tiros ao chegar para visitar a namorada no bairro Redenção, em Vitória.
Dois envolvidos estão presos, sendo eles o chefe do tráfico na região, Leonardo Oliveira da Silva, conhecido como “Léo do Jota”, 29 anos, e um dos executores da vítima, Kelwin Pires da Conceição, de 18 anos. Outros dois suspeitos seguem foragidos, sendo eles Italo dos Santos Silva, conhecido como “Pocadinho”, e Igor da Silva Moraes, conhecido como "MTB".
Segundo a polícia, a motivação do crime seria um envolvimento que a vítima teve com uma facção rival à dos envolvidos.
Nesta quinta-feira (22), a polícia divulgou detalhes sobre a investigação. O delegado George Zan, adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vitória, explicou que Breno era morador de Tabuazeiro e tinha envolvimento, em seu passado, com a facção criminosa TCP, que comanda o tráfico naquela localidade.
"Em razão desse envolvimento ele foi reconhecido naquela região de Redenção pelo Igor, que também foi integrante do TCP, mas mudou de facção depois de ter roubado algumas armas da facção anterior", detalhou o delegado.
Por estar namorando uma pessoa no bairro, Breno já havia sido visto algumas vezes na região e passou a ser observado pelos envolvidos, que no dia do crime cercaram a vítima. Breno chegava de moto por aplicativo ao bairro quando foi rendido pelos criminosos.
"Igor acompanhou o Breno para indicar onde ele estava, o "Pocadinho" efetuou os disparos contra a vítima, disparos esses que foram autorizados pelo Leonardo J, que é o chefe do tráfico local", detalhou o delegado.
George explicou que os suspeitos ainda tomaram o celular da vítima para se certificar que ele realmente tinha contato com os membros da facção rival, e após a confirmação executaram a vítima com 12 tiros a queima roupa, atingindo principalmente a cabeça e tórax.
O delegado ainda ressaltou que após o ataque, os criminosos proibiram que outras pessoas na rua tentassem socorrer Breno, até que a vítima fosse a óbito.
Segundo a polícia, Breno tinha passagens na Justiça por tráfico de drogas e a família confirmou que ele teve envolvimento com o tráfico na região de Tabuazeiro, com a facção TCP, mas atualmente estava trabalhando em uma empresa privada. "A gente não conseguiu certificar se ele ainda tinha alguma relação com o tráfico naquela localidade", afirmou George.
Após as investigações, ações foram feitas e dois envolvidos foram presos no dia 13 de novembro do ano passado. Eles são "Leo do J", que autorizou a morte, e Kelwin, que responde como menor no crime, mas está preso porque durante buscas a polícia encontrou armas e drogas em sua posse.
Italo “Pocadinho”, Leonardo “Léo do Jota”, e Igor “MTB” foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por emprego de arma de fogo de uso restrito; associação para o tráfico de drogas majorada pelo emprego de arma de fogo e corrupção de menores.
Kelwin, em razão da menoridade à época dos fatos, responderá por fato análogo aos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por emprego de arma de fogo de uso restrito; associação para o tráfico de drogas majorada pelo emprego de arma de fogo.
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