Estuprador em série é preso após ataques na orla de Guriri
Suspeito atacava casais à noite em trechos com pouca iluminação e já tinha condenações anteriores pelo mesmo crime
Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil suspeito de praticar uma sequência de estupros cometidos na orla de Guriri, em São Mateus, no Norte do Estado. Segundo as investigações, ao menos sete crimes com o mesmo modo de agir foram registrados entre agosto e novembro do ano passado.
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), a polícia os ataques ocorreram sempre no período noturno, geralmente após as 23 horas, em trechos com pouca iluminação do balneário, principalmente fora da área central. O suspeito se aproveitava da escuridão e da baixa circulação de pessoas para abordar casais que estavam na praia.
A delegada Patrícia Ferreira de Souza, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de São Mateus, explicou que o investigado utilizava uma lanterna para surpreender as vítimas e fazia ameaças, conduzindo os casais para áreas mais isoladas da faixa de areia e da restinga.
"Após os crimes, ele utilizava gravações como forma de intimidação para impedir que as vítimas procurassem a polícia, o que dificultou a identificação inicial dos casos", afirmou.
A delegada ressaltou que as investigações começaram após o registro de uma ocorrência que, inicialmente, parecia um fato isolado. Com o avanço, foi identificado o mesmo padrão em outros registros, o que constatou que se tratava de um estuprador em série. Parte das vítimas só foi localizada posteriormente, após a análise de materiais apreendidos durante a apuração.
O suspeito já possuía quatro condenações anteriores por estupro, com crimes registrados em Minas Gerais e no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, ele passou a circular entre Guriri e o município de Nova Venécia, onde acabou localizado em uma oficina e foi preso após a decretação da prisão temporária.
"Ele é um cidadão de uma personalidade narcisista perversa, que vinha cometendo esses tipos de crime desde 1994. Nós tiramos das ruas um estuprador e interrompemos um ciclo de estupros que vinham aterrorizando aquela região", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.
Arruda ainda ressaltou que o trabalho investigativo segue para identificar possíveis outras vítimas e pediu para que estas também registrem denúncias. "Nossas delegacias de proteção às mulheres estão preparadas e em condições de fazer esse acolhimento. O celular que ele usava para ameaçar as vítimas está em poder da polícia", concluiu.
As vítimas dos ataques do homem receberam atendimento especializado e foram encaminhadas para os procedimentos legais e de saúde previstos em casos de violência sexual.
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