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Entenda como agia quadrilha do golpe do bilhete premiado na Grande Vitória

Quadrilha fez seis vítimas no Espírito Santo, todas elas idosas

Redação Tribuna Online, com informações de Kananda Natielly | 21/07/2022 14:38 h

Três acusados de integrar uma quadrilha que aplicava o golpe do bilhete premiado na Grande Vitória foram presos pela equipe da Delegacia Especializada de Falsificações e Defraudações (Defa) na última segunda-feira (18). No total, o grupo é composto por cinco integrantes, segundo o titular da unidade, delegado Douglas Vieira.

O grupo agiu no Estado entre novembro de 2021 e julho deste ano e seis vítimas da quadrilha foram identificadas pela polícia. Todas elas são idosas e perderam valores entre R$ 20 mil e R$ 350 mil no golpe.

Bilhete premiado
Bilhete premiado |  Foto: Divulgação Polícia Civil
 

Vieira explicou que cada integrante tem uma função no golpe. O primeiro suspeito é o integrante da quadrilha que mora no estado, onde a ação será praticada. Essa pessoa é responsável por observar as vítimas na agência e tentar levantar informações sobre ela. Entre esses dados estão o perfil e até a religião. 

O segundo integrante é responsável por vigiar a região onde a quadrilha vai aplicar o golpe e identificar se há policiais por perto ou se o idoso está acompanhado de algum familiar na agência bancária. 

Nesse momento entra em cena o terceiro integrante, que é a pessoa que tem o bilhete premiado. Esse estelionatário chega na agência com o bilhete e pede ajuda da vítima, alegando ter dificuldade para resgatar o prêmio. Ele pede informações para a vítima. 

Enquanto o golpista conversa com a vítima, mais um integrante da quadrilha chega. Ele finge não conhecer o estelionatário e oferece ajuda. O criminoso revela algum motivo, por exemplo que a religião não permite apostar na loteria, como justificativa para não poder retirar o prêmio. 

Nesse momento, é iniciada uma negociação para a compra do bilhete premiado. O golpista que finge ajudar a pessoa que não pode resgatar o prêmio, oferece um valor pelo cartão e faz um falso depósito. Na seguida, ele vira para a vítima e diz que já fez sua parte, faltando apenas o idoso pagar a parte dele no acordo. 

Para dar mais credibilidade ao golpe, a quadrilha utiliza mostra uma reportagem verdadeira que saiu sobre o resultado do sorteio onde os números que estão no bilhete falso foram sorteados. 

A vítima faz o depósito e os golpistas entregam a ela o bilhete, que é falso, mas é muito semelhante ao original.

Após o pagamento, um dos golpistas faz uma ligação e repassa o telefone para a vítima. Do outro lado da linha, está o quinto integrante da quadrilha. A idosa fala com ele acreditando ser um atendente do banco e agenda a retirada do prêmio da loteria para às 11 horas do dia seguinte. Quando a vítima chega na agência no dia seguinte, descobre que caiu no golpe. 

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