Corpo é encontrado em sítio de empresário envolvido no Caso Araceli
Segundo a Polícia Militar, o corpo estava em estado avançado de decomposição e com indícios de decapitação e carbonização
O corpo de um homem foi encontrado decapitado, em estado avançado de decomposição e com indícios de carbonização em um sítio localizado em Meaípe, Guarapari, na tarde da última terça-feira (03). Segundo a Polícia Militar, uma casa da propriedade foi incendiada.
As buscas tiveram início após uma funcionária do dono do sítio acionar a Polícia Militar e relatar que não tinha notícias do proprietário desde o dia 07 de janeiro, assim como a vizinhança do local. Durante o relato, a mulher contou que, ao verificar a propriedade, ela encontrou janelas quebradas e paredes destruídas.
De acordo com a Polícia Militar, um vizinho afirmou que a casa incendiada pertencia ao proprietário do sítio, apontado como Dante de Barros Michelini, o Dantinho, de 76 anos. Após encontrar a moradia incendiada, a equipe de militares encontraram o corpo.
Conforme apurado pela repórter Suzy Faria, da TV Tribuna Band, um irmão da vítima e uma advogada da família estiveram no local e reconheceram o corpo como sendo de Dantinho Michelini. Contudo, a Polícia Civil informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal da Polícia Científica, onde será devidamente identificado e passará por exame cadavérico, o que deve determinar a causa da morte.
Ainda segundo a Polícia Civil, o laudo pericial deve ser emitido dentro de 10 dias. No entanto, caso haja necessidade de exames de DNA, exames toxicológicos amplos ou exames histopatológicos, o prazo para a emissão do resultado é de 30 a 90 dias.
O caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Guarapari. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.
Dante de Barros Michellini
Membro de uma família influente no Espírito, em 1973, Dante de Barros Michelini, conhecido como Dantinho, foi investigado por envolvimento na morte de Araceli abrera Sánchez Crespo, de 7 anos na época.
Em 1980, Dantinho foi condenado a 18 anos de prisão. No entanto, recorreu e foi absolvido pela Justiça por falta de provas.
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