Ensino personalizado ganha força
Escolas têm investido em ferramentas e projetos que permitem ensino personalizado
Como estratégia para melhorar a aprendizagem e engajar alunos, escolas têm investido em ferramentas e projetos que permitem ensino personalizado.
Em 2026, diretores apontam que a combinação de tecnologia, acompanhamento contínuo e rotinas mais flexíveis está reposicionando o aluno no centro do processo pedagógico e redefinindo o que se entende por “aprender bem”.
Para o diretor do Sesi Jardim da Penha, Wagner Martins, entre as tendências para os próximos anos está a personalização da aprendizagem. “A escola vai migrar cada vez mais de um modelo 'único para todos' para uma educação adaptada ao ritmo, interesses e necessidades de cada estudante. Isso se dá graças a avaliações formativas contínuas, feedbacks personalizados e planos de aprendizagem flexíveis”, destaca.
“Salas lineares – em que o professor continua sendo o centro do saber – tendem a ficar obsoletas. É necessário trazer desafios para os alunos”.
Um dos diferencias do Sesi, segundo ele, é a disciplina de MAP (Módulo de Aprendizagem Personalizada), com acréscimo de duas aulas de Português e Matemática para o ensino médio. “Ela tem como objetivo fortalecer o aprendizado dessas duas disciplinas, priorizando o desenvolvimento de habilidades e competências nessas áreas”.
Além de reorganizar horários e conteúdos, a personalização tem sido impulsionada pelo uso de tecnologia.
A diretora pedagógica da Crescer PHD, Claudia Bachour Santos Neves, ressaltou que para este ano estão sendo aprofundados estudos e formações sobre Inteligência Artificial, plataformas digitais e uso consciente da tecnologia.
“O objetivo é ampliar possibilidades pedagógicas, personalizar aprendizagens e preparar os alunos para um mundo cada vez mais tecnológico”.
A diretora pedagógica da Escola Americana de Vitória, Jennifer Rocha, também ressalta que a aprendizagem deve ser adaptativa e relevante.
“O aluno tem que ser agente do seu conhecimento e ser capaz de aplicar o que aprende e se autoavaliar no processo de ensino-aprendizagem. Modelo de escola meramente focado em repetição e memorização está fadado a obsolescência. O aluno tem que ser um pensador crítico, pensar globalmente e propor soluções”.
Cidades ampliam carga horária
Na rede pública, entre as mudanças, prefeituras estão ampliando a oferta de tempo integral. Em Vitória, a rede municipal está expandindo o número de unidades com jornada de nove horas: serão 50 escolas.
Já em Vila Velha, três novas escolas de educação infantil passam a ofertar tempo integral. Com isso, serão 13 unidades.
A Prefeitura de Cariacica também avança esse ano na oferta de vagas na educação infantil e no ensino fundamental em tempo integral.
Das 5.379 matrículas registradas em 2025, a rede ganhará mais mil vagas em tempo integral. Na Serra, haverá expansão do tempo integral, com o dobro do número de matrículas.
Expectativa
Na casa da empresária Fernanda Cunha, de 38 anos, a expectativa para as novidades no ano letivo é em dose dupla.
A filha Luísa, de 11 anos, vai começar uma nova etapa, o ensino fundamental 2. Já o pequeno Gabriel, de 2 anos, avançou mais uma fase no ensino infantil. “Já estou com o material comprado, na expectativa pelas mudanças do 6º ano”, revelou Luisa.
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