Chilenos e uruguaios no radar do ES para atrair mais turistas
Brasil segue como prioridade, com ações em oito mercados, enquanto Argentina abre caminho para expansão regional
Depois da Argentina, o Espírito Santo mira outros mercados da América do Sul para ampliar a entrada de turistas estrangeiros. Chile, Uruguai e Paraguai aparecem no radar da estratégia de internacionalização do destino, articulada pelo Conselho Estadual de Turismo (Contures) com apoio da Embratur.
Apesar do avanço para fora do País, a prioridade continua sendo o mercado brasileiro. Presidente do Contures, Valdeir Nunes, o China, afirma que o Estado concentra seus esforços em ampliar a presença junto a operadoras nacionais, participar de feiras e fortalecer a divulgação em regiões estratégicas para o turismo capixaba.
O plano inicial reúne oito mercados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Brasília e Goiás. Mato Grosso também pode ser incorporado. A lógica, segundo China, é começar por regiões próximas e por mercados com potencial de envio de visitantes ao Espírito Santo.
A atuação também passa por uma presença robusta em feiras do setor. China afirma que o Espírito Santo deixou de ocupar espaços pequenos e periféricos nesses eventos e passou a buscar estruturas maiores, com mais visibilidade para apresentar o destino. A avaliação é de que o Estado precisa competir em melhores condições com destinos consolidados. A frente internacional vem em seguida.
A Argentina foi escolhida como primeiro mercado externo e funciona como porta de entrada para uma expansão gradual na América do Sul. O Chile é apontado como o próximo alvo mais concreto, enquanto Uruguai e Paraguai aparecem como possibilidades posteriores. A Embratur também participa desse movimento e apoia as ações de promoção do Espírito Santo no exterior.
A estratégia integra uma visão mais ampla defendida pelo Contures: transformar o turismo em política de longo prazo, com continuidade entre diferentes governos e atuação conjunta entre poder público e iniciativa privada.
China sustenta que o turismo precisa ser tratado como projeto de Estado e que a promoção do destino deve ser permanente, não concentrada em campanhas pontuais.
O objetivo é aumentar o fluxo de visitantes ao longo do ano e ampliar a presença do Espírito Santo no mercado. A investida internacional é uma frente desse trabalho, mas não substitui a prioridade de conquistar visitantes dentro do Brasil.
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