X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Economia

Carro próprio ou por aplicativo. O que é melhor?

Reportagem reúne especialistas para apontar o que deve ser avaliado ao fazer a escolha e conseguir o melhor custo-benefício



Imagem ilustrativa da imagem Carro próprio ou por aplicativo. O que é melhor?
Motorista de transporte por aplicativo: valor das corridas varia de acordo com o dia, horário e local |  Foto: Arquivo / AT

O que é mais vantajoso, andar de veículo próprio ou de carro acionado por aplicativo? A resposta não é universal, depende de cada caso.

Por isso, a reportagem reuniu um economista, um educador financeiro e doutor em Ciências Contábeis para explicar o que deve ser avaliado ao fazer a escolha.

Manter um carro não é barato, de acordo com o economista e doutor em Ciências Contábeis, Felipe Storch Damasceno. “Claro que o custo real vai depender do tipo de veículo e da maneira de uso”.

Entre os pontos a serem considerados, Damasceno citou: o valor do carro, do IPVA (Imposto sobre a propriedade de veículos automotores), do seguro, a desvalorização do automóvel a partir de seu uso, o licenciamento, o custo de manutenção e combustível.

Para um condutor que tem um carro no valor de R$ 70 mil, que só utiliza o automóvel para ir para o trabalho e voltar, fazendo duas viagens por dia de 10 km, Damasceno estima gasto mensal de R$ 1.696,53.

“Precisa pegar esse valor e comparar com o gasto estimado com o transporte por aplicativo para saber o que mais vale a pena”.

A contadora, educadora financeira e especialista em Psicologia Econômica Daniele Dornelas usa transporte por aplicativo. Para tomar essa decisão, considerou que trabalha em casa, mora perto da escola dos filhos e do supermercado, em região “próxima de tudo”.

Para ela, o custo de aquisição e manutenção do carro, dependendo do estilo de vida, não compensa. “Gasto em média de R$ 200 a R$ 300 por mês com aplicativo de transporte. Uma parcela de financiamento de carro popular está uns R$ 1.000. Usaria a diferença para investir e ter renda passiva que, depois de alguns meses, pagaria o carro por aplicativo”.

Daniele destaca que, durante o deslocamento de carro por aplicativo, é possível resolver problemas do trabalho, por exemplo, e fazer outras atividades. “Não estar dirigindo nesse caso, é uma boa vantagem”.

Já o economista Luiz Sant'Anna explicou que o valor das corridas de carros acionados por aplicativo já não estão tão mais em conta e há falta de motoristas em vários horários do dia, além de um alto número de cancelamentos. “O tempo gasto muitas vezes não tem compensado. Há casos em que o valor do táxi é mais barato e é até mais rápido. O carro próprio tem a comodidade”.

Além do dinheiro

A escolha do carro próprio, para especialistas, traz benefícios como liberdade, autonomia, independência, flexibilidade. Não corre o risco de ter a corrida cancelada ou de o custo da corrida subir em cima da hora.

Já a escolha do carro por aplicativo também tem vantagens como pode fazer outra atividade enquanto se desloca, sem precisar dirigir. Não ter preocupações como procurar vagas para estacionar ou levar o automóvel na oficina.

Planejamento

Contadora, educadora financeira e especialista em Psicologia Econômica, Daniele Dornelas ressalta que é necessário ter planejamento, seja para uso do carro próprio ou de transporte por aplicativo.

“É preciso incluir o custo total do veículo no orçamento e planejamento familiar sem comprometer a reserva financeira e os investimentos de longo prazo”, orienta.

Fonte: especialistas citados na reportagem.

Saiba Mais

Transporte

> Para saber se vale a pena ter um carro próprio ou usar o transporte por aplicativo, é preciso fazer contas. O doutor em Ciências Contábeis, Felipe Storch Damasceno explicou como calcular:

1) Deve-se olhar na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) qual o valor do carro. Ela traz os preços médios dos veículos e pode ser consultada por meio do site: veiculos.fipe.org.br.

2) O valor estimado do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é de 2% do valor da tabela FIPE.

3) O valor do seguro fica entre 5% e 10% da tabela FIPE. Se for mulher, mais próximo do 5%, se for homem, mais perto do 10%. Se for jovem ou idoso, mais próximo do 5% e se for adulto, mais próximo do 10%.

4) A perda de valor do carro pode chegar a 20% ao ano, dependendo do modelo. Se for um carro mais comum, pode se trabalhar com 10%.

5) Licenciamento para o Espírito Santo em 2024 vai ser de R$ 168,40.

6) O custo de manutenção depende também do modelo e do ano. Considere uma revisão por ano, para quem usa o carro de forma moderada. Peça ajuda ao mecânico. Estima-se algo em torno de R$ 2.500 por ano para os carros mais comuns de tamanho médio.

7) O cálculo do combustível pode ser feito da seguinte forma: quantidade de quilômetros (pode ser calculado pelo Google Maps), dividido pelo consumo do carro (número de km rodados dividido pela quantidade de litros. Carros mais novos já calculam automaticamente) e multiplicado pelo preço do combustível utilizado. Faça o cálculo por semana e multiplique por 52.

8) Somando esses valores, se tem o gasto anual estimado. Dividindo por 12, o gasto mensal.



A pedido da reportagem, o economista e doutor em Ciências Contábeis, Felipe Storch Damasceno, simula situações em que é possível avaliar qual é a melhor opção: carro próprio ou transporte por aplicativo.

Situação 1

> Carro próprio

Para quem tem um carro de R$ 70 mil e roda 15 mil km por ano (41 km/dia), o gasto estimado é de R$ 23.253,40 por ano ou R$ 1.937,78 por mês. Para saber o que mais vale a pena, é preciso comparar esse valor com o gasto com carro acionado por aplicativo para o mesmo percurso.

Para o cálculo foi considerado:

  • - IPVA: R$ 1.400

    - Seguro considerando 5%: R$ 3.500

    - Desvalorização do automóvel, considerando 10%: R$ 7.000

    - Licenciamento: R$ 168,40

    - Manutenção: R$ 2.500

    - Combustível: considerando 15 mil km rodados por ano, com desempenho de 10km/litro, com gasolina a R$ 5,79, totaliza gasto de R$ 8.685 por ano.

    - Precisa pegar esse valor e comparar com o gasto estimado com o carro acionado por aplicativo.

    > Carro por aplicativo

    - Uma pessoa que mora próximo à faculdade Estácio de Sá, em Jardim Camburi (Vitória), por exemplo, e trabalha próximo ao hospital dos Servidores Públicos, na rua Pedro Palácios, no Centro da capital, pagaria ontem à tarde R$ 21,90 para fazer esse deslocamento por carro acionado por aplicativo.

    - Considerando ida e volta, são R$ 43.80, por 31 km percorridos.

    - Soma-se mais R$ 26,80 de gastos para almoçar em um restaurante no Centro, completando a média de 41 km, considerando ida e volta (10 km) ou R$ 13,40 cada percurso.

    - No total, o gasto estimado é de R$ 70,60 no dia. No ano, são R$ 25.769 de gastos.

    Conclusão: percorrer essa distância, com carro por aplicativo, é mais caro que usar o veículo próprio, que ficaria por R$ 23.253,40.


    Situação 2

    > Carro próprio

    Considerando o mesmo carro e custo fixo do exemplo anterior, um condutor que circula 10 mil km por ano (27 km/dia) com desempenho de 10km/litro com gasolina a 5,79, totalizando R$ 5.790 por ano, vai gastar R$ 20.358,40 por ano ou R$ 1.696,53 por mês.

    > Carro por aplicativo

    Nesse caso, se o condutor gasta em média R$ 42 por dia para fazer o mesmo percurso, em um ano ele gastaria R$ 15.330.

    Conclusão: nessa circunstância, valeria mais a pena usar o carro acionado por aplicativo do que ter o automóvel próprio.

    MATÉRIAS RELACIONADAS:

    Comentários

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

    SUGERIMOS PARA VOCÊ: