Após fusão, empresas capixabas buscam novos mercados em tecnologia da informação
Com criação de nova corporação, o plano de faturamento é de R$ 16 milhões em 2026 e ter negócios nos Estados Unidos e na África
As empresas capixabas Mogai e Etaure, do setor de tecnologia da informação, se fundiram e criaram uma nova corporação, maior e com perspectiva de faturamento de R$ 16 milhões em 2026.
O negócio, batizado de Nova Mogai, permanecerá atuando em grandes indústrias do Brasil, como ArcelorMittal, Gerdau e Vale, mas também terá como foco empresas e mercados internacionais — como dos Estados Unidos e de Moçambique, na África.
É o que conta o CEO da Mogai, Franco Machado, que fundou a startup na Universidade Federal do Espírito Sando (Ufes). A expectativa, segundo ele, é que, em 2027, a receita da nova empresa seja ainda maior, indo para R$ 20 milhões em contratos atuais e novos.
“Os produtos já estão lançados e com clientes. A gente espera usar o poder do comercial que a Mogai tem para vender mais, ter mais acesso ao mercado e aproveitar essa sinergia de fazer essa venda cruzada”, comenta.
Prestadora de serviços para empresas americanas como Cargill, Bunge e ADM no Brasil, a nova corporação quer, a partir deste ano, buscar também levar a experiência para as instalações nos EUA. Para isso, admite a possibilidade de abrir escritório no país. “A gente já atende empresas americanas aqui no Brasil. O que queremos agora é seguir esses clientes e atender a matriz deles lá fora”.
Na África, a empresa negocia um novo projeto em Moçambique, onde já atuou no passado em operações ligadas à Vale, envolvendo mina, ferrovia e porto. A expectativa é iniciar um novo projeto já no próximo ano.
Já na América do Sul, a empresa avalia oportunidades na Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, acompanhando a internacionalização de grandes grupos do agronegócio que já são seus clientes no Brasil. O agronegócio é, para a empresa, o mercado em potencial para a expansão das atividades, com foco no desenvolvimento de soluções para monitoramento de estoque e produção.
“A Mogai trabalha com siderurgia, mineração, indústrias de cimento e, nos últimos anos, vem focando muito forte para se estabelecer no mercado da agroindústria. Temos trabalhado com indústrias de óleo de soja, fertilizantes, etanol e açúcar”, diz.
Entre as novas frentes de desenvolvimento está o uso de imagens de satélite e inteligência artificial aplicadas ao agronegócio, tecnologia que permite estimar a produtividade agrícola, como a produção de açúcar a partir da cana, com margem de erro inferior a 2%, apenas com imagens multiespectrais.
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Fusão
A MogaI e a Etauri se fundiram, no modelo “Fusão e Aquisição” (M&A, na sigla em inglês), e pretendem aumentar o número de funcionários em 40% durante este ano — saindo dos atuais 80 para 110 colaboradores.
A Etauri é altamente especializada no setor siderúrgico, atendendo a ArcelorMittal Tubarão e outras siderúrgicas pelo País.
Já a Mogai possui uma atuação mais ampla, operando também nos setores de mineração, cimento, fertilizantes, soja e açúcar.
Receita
Historicamente, a Mogai apresenta um faturamento entre duas e três vezes maior que o da Etauri, segundo o CEO e fundador da empresa, Franco Machado.
Juntas, elas pretendem faturar R$ 16 milhões em 2026 e R$ 20 milhões em 2027.
Mercados
Nos últimos anos, a Mogai intensificou sua presença no agronegócio, atendendo indústrias de óleo de soja, fertilizantes, etanol e açúcar, além de ter iniciado sua atuação junto à Petrobras em 2025.
A Etauri e a Mogai atuam com tecnologias parecidas, baseadas em sistemas da Microsoft, o que ajuda na oferta de serviços complementares com a experiência das duas equipes.
Produtos
As duas empresas desenvolvem soluções tecnológicas voltadas para a área industrial de grandes corporações, com foco no monitoramento da produção, do consumo e do estoque de matérias-primas e produtos finais.
Entre os principais exemplos estão o acompanhamento da produção de aço, cimento e o controle de estoques de minérios e grãos.
Uma delas, por exemplo, utiliza equipamentos com feixes de laser para criar modelos tridimensionais de pilhas de minério ou grãos, permitindo medir volumes com alta precisão.
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