Tendências de liderança, na visão de um cooperativista
Cooperativismo surge como referência para lideranças que buscam equilibrar tecnologia, empatia e resultados no futuro do trabalho
Leitores do Jornal A Tribuna
O mercado de trabalho está em constante mudança, e as lideranças precisam se adaptar às transformações. Nesse contexto, se diferenciam os gestores que sabem se conectar de forma genuína com as pessoas, um aspecto em que as cooperativas podem servir de exemplo e inspiração.
A Pesquisa de Tendências de RH 2026, desenvolvida pela HR Tech Koru em parceria com a Chiefs.Group, revelou que as empresas estão passando por uma transição: a inteligência artificial precisa, cada vez mais, se fundir à humanização. Isso exige lideranças capazes de conectar habilidades técnicas e emocionais.
No cooperativismo, ter uma operação centrada nas pessoas é premissa. O modelo de negócio equilibra desenvolvimento econômico e social. Seja na administração das equipes internas ou no relacionamento com a sociedade, a cooperação e a escuta ativa estão integradas aos negócios e resultados financeiros das cooperativas.
As lideranças que estão buscando se adaptar às novas tendências do trabalho, onde a tecnologia e empatia caminham juntas, podem se inspirar no modelo de negócio cooperativista para criar um ambiente que alia produtividade e bem-estar.
Um aspecto complementar é a gestão democrática. Em uma cooperativa, todos os cooperados participam ativamente das decisões, já que eles são considerados donos do negócio. A transparência faz parte do processo, pois a confiança contribui para gerar engajamento no quadro social.
Nas empresas que seguem modelos não cooperativos, esse princípio pode ser aplicado para criar um ambiente mais inclusivo e que estimule os colaboradores a compartilharem ideias e opiniões. Quando alguém sente que realmente pode contribuir com um projeto ou objetivo, seu interesse e compromisso com a organização aumenta, e os resultados também.
Outra característica positiva das cooperativas é o investimento constante que elas fazem na educação, seja dos seus cooperados, colaboradores ou comunidades. O movimento cooperativista acredita que a formação profissional ajuda a construir negócios mais resilientes e prósperos.
Muitas lideranças já estimulam os seus times a buscarem novos conhecimentos, e acredito que essa é uma tendência que nunca vai sair de moda, pois vivemos tempos dinâmicos. O chamado lifelong learning (aprendizado contínuo) será um diferencial para as empresas se manterem competitivas e relevantes.
Por fim, as cooperativas têm uma conexão genuína com as pessoas — um diferencial valioso e um contrapeso à lógica da efemeridade e dos algoritmos. Criar e manter vínculos é desafiador, mas cabe às lideranças inspirar suas equipes e cultivar a cultura da empatia de dentro para fora.
Em 2026, liderar exige ir além da gestão tradicional: é unir tecnologia e humanização. O cooperativismo prova que resultados econômicos e sociais se complementam. Transparência, cooperação e educação constroem ambientes inclusivos e resilientes. No futuro do trabalho, quem lidera com propósito e conexão genuína estará à frente.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Tribuna Livre,por Leitores do Jornal A Tribuna