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PAPO DE FAMÍLIA

Pessoas carentes não amam

Quando a falta de amor-próprio impede trocas afetivas saudáveis e desgasta os relacionamentos

Cláudio Miranda | 26/01/2026, 12:24 h | Atualizado em 26/01/2026, 12:24
Papo de Família, por Cláudio Miranda

Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico



          Imagem ilustrativa da imagem Pessoas carentes não amam
Cláudio Miranda é da Diretoria da ATEFES (Associação de Terapia Familiar do ES), Terapeuta de Família, Psicopedagogo Clínico, Pós-graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. |  Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna

Nas relações afetivas que estabelecemos com as pessoas do nosso círculo social, normalmente nós damos e recebemos carinho, atenção e amor. Contudo, nem todas as pessoas têm uma saúde emocional equilibrada e bem preservada para estabelecer um vínculo afetivo saudável com alguém.

Existem aquelas pessoas carentes e frágeis emocionalmente que se envolverão com um tipo de amor adoecido que não soma, não doa. Elas estarão ali sempre para serem supridas da falta de afeto que viveram um dia na infância e adolescência e não conseguiram superar para ter uma vida equilibrada.

Pessoas carentes tendem a sofrer de dependência crônica ao longo da vida. Elas não conseguiram superar e ressignificar o desamparo e a falta sofrida um dia. Vivem uma sensação de incompletude e de abandono ocorrida um dia e hoje elas próprias se abandonam num ciclo interminável.

Dessa forma, elas são incapazes de ver o amor e o cuidado do outro para com elas. Quase nada é suficiente para nutri-las, sempre precisarão de mais.

Pessoas carentes tendem a infernizar a vida daqueles com quem se relacionam.

No casamento elas encontrarão motivos para se amargurar a vida inteira. Normalmente vivem nas mágoas não superadas do passado. Elas encontrarão defeitos no parceiro, que às vezes existem apenas na cabeça e no coração delas. Esse é um tipo de gente incapaz de perceber o amor que recebe, do marido, da esposa, dos filhos, dos pais e dos amigos. Pessoas carentes são incapazes de fazer trocas afetivas.

Estarão sempre na defensiva, sempre se achando incompreendidas, pouco amadas, traídas, subjugadas e esquecidas.

É uma batalha a ser travada a cada dia com problemas e de acusações frequentes. São relacionamentos extremamente cansativos porque na maioria das vezes a troca afetiva não acontece mutuamente, só um doa e trabalha para o equilíbrio da relação.

Nesse casamento, a esposa estará constantemente encontrando defeitos no seu marido e reclamando de fatos passados que às vezes nem existiram e nem aconteceram. Mas eles estão vivos na cabeça delas.

Da mesma forma, se o marido é o carente ele poderá se mostrar como indivíduo duro, sério e austero tirando toda a espontaneidade e alegria do ambiente familiar.

Esse tipo de relacionamento se torna um sofrimento e uma provação. Não há satisfação e contentamento por melhor que seja a vida material do casal. O conforto e uma situação financeira equilibrada não serão suficientes para preencher esse buraco afetivo em que a pessoa carente se coloca.

Elas são focadas naquilo que elas não recebem e que sentem falta. Não conseguem perceber o que elas não dão para a harmonia familiar.

Em algumas situações elas podem se tornar pessoas amargas, pessoas más e até perversas, gerando assim um grande transtorno para suas relações e para o ambiente doméstico.

Elas não são assim por maldade, vivem uma dor não curada e um trauma não superado. Em síntese, a carência é falta de amor por si mesma.

Para sair desse sofrimento é preciso reconhecer sua limitação emocional e buscar ajuda na terapia para a superação dos seus traumas e cicatrizar suas feridas emocionais.

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