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PAPO DE FAMÍLIA

Ansiedade masculina: um grito silencioso

A cobrança para ser forte o tempo todo silencia emoções, agrava a ansiedade e afasta homens do cuidado com a própria saúde mental

Cláudio Miranda | 12/01/2026, 12:22 h | Atualizado em 12/01/2026, 12:22
Papo de Família, por Cláudio Miranda

Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico



          Imagem ilustrativa da imagem Ansiedade masculina: um grito silencioso
Cláudio Miranda é da Diretoria da ATEFES (Associação de Terapia Familiar do ES), Terapeuta de Família, Psicopedagogo Clínico, Pós-graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. |  Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna

Pouco se fala da ansiedade masculina. Homens são fortes! Homem é mais bem-sucedido! Homem ganha mais! Homem não chora. Essas são algumas das mensagens que homens ouvem ao longo de sua vida. Ter que se mostrar forte quando se sente vulnerável e frágil é terrível emocionalmente falando.

Mulheres e homens passam por cobranças familiares e sociais ao longo de sua vida nas diferentes idades. Isso vai se sedimentando no psiquismo da pessoa como crenças que podem ser extremamente danosas na idade adulta.

No caso dos homens isso adquire uma particularidade que agrava a sua situação interna pela dificuldade e inabilidade que muitos têm de expressar os seus sentimentos. Como ele poderia chorar se cresceu ouvindo que não podia chorar, como mostrar uma fraqueza e uma limitação quando aprendeu que tinha que ser forte. Como admitir um erro se lhe disseram que isso seria vergonhoso.

Ainda vivemos num mundo no qual não se pode ser imperfeito. As limitações e os problemas devem ser superados a todo custo ou escondidos para que ninguém perceba e você não seja motivo de vergonha para si e para a família. Homens costumam ter menos habilidade para lidar com a dor psíquica.

A dita masculinidade passa a ter um peso enorme quando ela é aliada a poder, riqueza, sucesso e virilidade. Então, a vergonha e o sentimento de culpa desencadeiam internamente na pessoa um processo de sofrimento invisível que vai abalando e desarmonizando cada vez mais o seu emocional.

Desde cedo os homens são ensinados a engolir o choro, esconder as emoções e carregar o peso sozinhos. O resultado pode ser desastroso. Muitas vezes é expressado pelo silêncio, isolamento ou na forma de agressividade, impaciência, irritação, fuga e ausência.

São crises que quase ninguém percebe. Alguns podem se envolver com drogas como uma forma de camuflar a sua infelicidade.

O álcool talvez seja o mais usado pelos homens por ser algo lícito e aceito socialmente. Então, qualquer fragilidade que se mostre vão dizer: “Ah, é porque ele bebeu”. E isso irá se repetir infinitamente em quase todas as reuniões familiares.

A pressão de ser “forte o tempo todo” faz com que eles escondam a ansiedade atrás do trabalho, das piadas ou até de um sorriso forçado. Mas por dentro, vivem um caos que sufoca. Por não poder expressar suas angústias. Muitos sofrerão calados, envergonhados por não se sentirem suficientemente bons.

Talvez esse seja um dos principais motivos de tão poucos homens procurarem a terapia como um lugar seguro e protegido em que possam falar de suas dores, fracassos, limitações e medos. Eles costumam ter menos habilidades para lidar com a dor psíquica.

Contudo, vivemos numa era de mudanças onde há espaço e entendimento para se buscar ajuda e apoio.

Há uma urgência em se falar da saúde mental masculina e mostrar aos homens que desabafar não é fraqueza, é coragem. É sentir que não está sozinho. As redes de apoio para eles são mais frágeis e pouco desenvolvidas mesmo dentro da família, certamente pela crença construída de que eles são mais resistentes psicologicamente.

Já existe um sistema crescente que permite aos homens serem humanos de verdade: vulneráveis, frágeis, e também acolhidos na família, na sociedade e na terapia.

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