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PAPO DE FAMÍLIA

O medo de errar te faz desistir

Entre o medo do julgamento e a coragem de ser: por que ousar também é um ato de cuidado consigo

Cláudio Miranda | 09/02/2026, 12:23 h | Atualizado em 09/02/2026, 12:23
Papo de Família, por Cláudio Miranda

Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico

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          Imagem ilustrativa da imagem O medo de errar te faz desistir
Cláudio Miranda é da Diretoria da ATEFES (Associação de Terapia Familiar do ES), Terapeuta de Família, Psicopedagogo Clínico, Pós-graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. |  Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna

A maioria das pessoas já deixou de realizar um desejo ou um projeto por medo de censura ou crítica de alguém da família ou amigos próximos. Mesmo algo simples de realizar, aquilo pode ser abandonado por pura insegurança na capacidade de realização de um pensamento.

O meio em que vivemos, na família e sociedade, pode interferir nas nossas ações. Existem aqueles de pensamento mais rígido e dogmático que não conseguirão enfrentar as normas colocadas pelas instituições.

Muitas vezes, não é o mundo lá fora que rejeita as ideias que você tem; é a sua própria voz interior que estará dizendo que você não é bom o suficiente para realizar aquilo. Às vezes são coisas tão simples e, mesmo assim, você não tentará, dizendo que não tem tempo ou dinheiro para fazer aquilo que tem vontade. No fundo, você tem medo.

Eu não estou falando aqui de grandes invenções e nem de coisas grandiosas. O ponto aqui é o seu desejo e a sua realização para ter um pouco de alegria, contentamento e bem-estar no seu dia a dia. Por exemplo, tem aquele corte de cabelo que você nunca ousou fazer por receio do que o grupo vai falar. E há uma determinada peça de roupa que gostaria de ter, mas não usa por temor dos comentários que irá gerar. E assim, existem tantas outras coisas aparentemente simples, como a cor do batom, o modelo da roupa, o tamanho do colar ou brinco, que você não tem coragem de ter.

E o mais cruel é que, quando acreditamos nisso, a alegria de dentro começa a desaparecer. Não por falta de desejo em ser ou ter aquilo, mas por falta de segurança interna para florescer e mostrar quem você é de verdade com sonhos e aspirações. A vida, às vezes, fica mais bela e saudável com uma pitada de ousadia e irreverência.

Você conhece aquela pessoa que você admira pelo modo como ela se comporta, o jeito que fala, a forma como se veste? Essa pessoa será alguém que você gosta de estar com ela pela alegria que ela expressa ou poderá ser alguém que você vai criticar e condenar por você não ter ousadia de ela ser como ela é. Então fica a pergunta: Quem é você nessa hora? A pessoa que ataca e deprecia pela inveja que te consome ou alguém que admira a outra por aquilo que ela te inspira na sua mudança interior?

É preciso criar um espaço dentro de você para sentir a beleza da vida e se permitir tentar, experimentar e errar, e tentar de novo, de novo e mais uma vez. Porque é disso que se trata a vida: tentativas o tempo todo. Pessoas assim tendem a viver melhor.

Então, pense agora nas coisas que você já deixou de fazer por você mesmo e ouse fazer as mudanças necessárias. Mude aos poucos, mas comece a ser mais você. Mesmo que se sinta desconfortável nesse processo de transformação, não pare. É normal o coração acelerar e uma insegurança aparecer.

Não te impeça mais de ser alguém diferente pelo medo do que diriam. O que dói mesmo é o que a gente deixa de viver por ter dado ouvidos às críticas. A vida pulsa em você, não para agradar, mas para te libertar. Nem todo mundo vai entender as suas escolhas; mesmo assim, tá tudo bem. Quem precisa entender e sentir o seu momento é você. Vai lá e faça acontecer.

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