Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

PAPO DE FAMÍLIA

A dor silenciosa que você carrega no peito

Dores podem ser por um estado depressivo, uma ansiedade, uma tristeza ou por preocupações não superadas

Cláudio Miranda | 14/02/2026, 08:00 h | Atualizado em 13/02/2026, 19:15
Papo de Família, por Cláudio Miranda

Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico

Siga o Tribuna Online no Google

Google icon

          Imagem ilustrativa da imagem A dor silenciosa que você carrega no peito
Cláudio Miranda é da Diretoria da ATEFES (Associação de Terapia Familiar do ES), Terapeuta de Família, Psicopedagogo Clínico, Pós-graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. |  Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna

Todo mundo tem dores ao longo de sua vida, sejam elas desencadeadas por um estado depressivo, uma ansiedade, uma tristeza ou por preocupações não superadas. Seja o que for, ninguém está isento de passar por isso e viver em sofrimento de forma mais ou menos intensa.

Há vários aspectos que diferenciam a tristeza de cada um. Um desses aspectos são as estratégias que a pessoa usa para superar o seu momento ruim e sair dele. As dores não são visíveis. Elas não fazem barulho, mas seguem se rasgando por dentro a cada dia.

Há pessoas que sofrem num casamento ruim e abusivo, outras passaram pela perda de alguém querido que deixou esse mundo. Há também os que vivem numa situação econômica difícil. Cada um tem a sua dor pautada por um problema familiar, de saúde, afetivo ou relacional. A verdade é que dor não se mede a sua intensidade, o que não dói pra um, doerá pro outro.

Você sorri, conversa, trabalha, aparentemente está tudo normal, mas no seu coração existe um vazio que consome suas forças aos poucos. Às vezes sua mente entra em colapso tentando suportar, mas o seu corpo começa a apresentar sintomas de cansaço extremo, falta de ar, sono ruim, pesadelos, dores no peito e uma vontade extrema de não sair, de não ver gente. Viver torna-se às vezes pesado e sem sentido. Há uma vontade de sumir, fugir para algum lugar distante, mas você não sabe para onde.

Seu cérebro passa a entrar em colapso e não consegue processar ideias simples do dia a dia pela sobrecarga emocional a qual está vivendo. É comum nesses momentos sentir desinteresse por coisas que antes lhe dava prazer e perceber a memória falhar com frequência em situações corriqueiras pela intensidade dos problemas que está vivenciando.

Esse peso mental acontece por sofrimentos existentes, dores mal curadas e sentimentos aprisionados no seu coração. Você sente um profundo desamparo e não tem a quem pedir socorro. Se sente sozinho e com vergonha de pedir ajuda. Há um total sentimento de abandono e isso é devastador, contribuindo fortemente para o agravamento do seu “quadro clínico”. Quantas dores estão escondidas no “estou bem” de alguém?! E a cada dia só dói ainda mais.

Às vezes o seu processo de cura começa quando você é acolhido e ouvido nas suas dores por alguém que queira te ajudar e socorrer. Esse primeiro movimento, além de fortalecedor, é estruturante na organização dos pensamentos para a busca de uma equilibração.

Um passo importante é aceitar que você não é fraco por se sentir desesperançoso e triste às vezes. Com esse pensamento em mente, você perceberá que pedir ajuda não é desonroso e nem sinal de fraqueza. A sua rede de apoio em primeira mão é a sua família, seus amigos e a terapia.

Para terapia e apoio social procure por associações e grupos terapêuticos que tenham projetos de apoio emocional, encontros de grupos terapêuticos, teatro, dança ou meditação. Nesses locais você encontrará um bom apoio para a sua superação.

A dor que você sente não é um fim, ela pode ser um caminho de crescimento e o início de um novo entendimento sobre si mesmo para uma vida melhor e mais harmônica.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Papo de Família, por Cláudio Miranda

Papo de Família, por Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico

ACESSAR Mais sobre o autor
Papo de Família, por Cláudio Miranda

Papo de Família,por Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico

Papo de Família, por Cláudio Miranda

Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico

PÁGINA DO AUTOR

Papo de Família