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OPINIÃO ECONÔMICA

Ano de CEOs darem as caras

Em um mercado saturado, liderar também é aparecer e comunicar

Lucas Rezende | 08/01/2026, 12:59 h | Atualizado em 08/01/2026, 12:59
Opinião Econômica



          Imagem ilustrativa da imagem Ano de CEOs darem as caras
Lucas Rezende, diretor da LR Comunicação. Especialista em gestão de reputação e gestão de crises, já passou por TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. |  Foto: Divulgação

Durante muito tempo, executivos não apareciam. A lógica era simples e parecia segura: a marca fala, o CEO decide por trás da cortina. A comunicação ficava restrita a comunicados de mercado.

Esse modelo funcionou enquanto a confiança estava concentrada nas empresas, mas esse tempo ficou para trás. Hoje, diante de feeds lotados, mercado saturado e discursos em excesso, a confiança migrou das marcas para as pessoas. Pense: logomarcas são frias. Não sentem, não vibram, não convencem sozinhos.

Já as pessoas geram identificação, despertam emoção e criam vínculo. Elas mostram o produto sendo usado, o resultado, a energia por trás da ideia. É o sentimento que move a decisão. Confiança nasce de gente falando com gente.

A visibilidade dos CEOs, portanto, tornou-se um ativo reputacional e econômico. Executivos que aparecem, explicam e participam do debate público organizam narrativas, constroem autoridade e protegem suas organizações. Em crises, essa presença prévia faz diferença. Quem já é conhecido não precisa se apresentar quando o problema surge.

E isso tudo faz vender mais, atrair investidores, abrir mercados, reduzir riscos e aumentar o valor das empresas que lideram.

No Brasil, esse movimento é visível. Líderes falam de indústria, inovação, crescimento, mercado e estratégia. Tornaram-se vozes recorrentes na imprensa e personagens ativos nas redes. Em comum, entenderam que visibilidade é instrumento de lucro. Esse movimento já tem nomes conhecidos.

João Adibe, da Cimed, Tallis Gomes, da Easy Taxi e do G4 Educação, Alfredo Soares, do G4 Educação, Guilherme Benchimol, da XP, e Alexandre Birman, da Arezzo&Co, transformaram presença pública em ativo de negócio. Todos compreenderam a mesma lógica: aparecer não é sobre ego; é sobre resultado.

Esse protagonismo escancara a divisão entre CEOs visíveis e invisíveis. De um lado, líderes que estão nos stories, mostram bastidores, criam conteúdos, participam de entrevistas, podcasts e palcos. Investem em assessoria de imprensa e ocupam espaço. Do outro, executivos escondidos atrás de comunicados frios e discursos terceirizados. Enquanto uns controlam a narrativa, outros perdem relevância.

A imprensa é decisiva nesse processo. Ela legitima, organiza o discurso e transforma presença em autoridade. Artigos e entrevistas constroem referência. Quem não ocupa espaço deixa que outros falem por si.

Pesquisas recentes reforçam esse movimento. Estudos internacionais mostram que empresas cujos CEOs mantêm presença pública constante têm maior percepção de confiança, maior intenção de compra e melhor avaliação de valor de marca.

Levantamentos globais indicam que a visibilidade executiva está diretamente associada ao desempenho financeiro e à capacidade de atravessar crises com menor desgaste reputacional.

Ainda assim, menos da metade dos líderes que reconhecem que reputação gera valor se comunica de forma ativa e recorrente, criando uma vantagem competitiva clara para quem decide ocupar esse espaço.

Em 2026, não aparecer não é prudência. Aliás, nem pode ser escolha. Liderar, hoje, é também comunicar.

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