Dupla dinâmica
Confira a coluna de domingo (16)
Das 27 federações filiadas à CBF, oito delas definem (ou começam a definir) neste final de semana seus campeões. E dos 16 clubes envolvidos, onze estarão na Série A do Brasileiro em duas semanas. E competindo num cenário onde as incertezas se potencializam pelo calendário insano. Por ora, a única conclusão a ser tirada é de que os times do Flamengo e do Palmeiras seguirão protagonistas e disputando palmo a palmo as principais competições do ano.
Finalistas de seus respectivos estaduais, no Rio e em São Paulo, os dois clubes já espelham no futebol brasileiro a polaridade existentes em alguns países da Europa. Em termos regionais, por exemplo, este é o sétimo estadual consecutivo decidido pelos rubro-negros - sexto dos palmeirenses, também de forma consecutiva.
No Brasileiro, a dupla conquistou seis das últimas nove edições. E na Libertadores, venceu quatro das seis últimas seis edições.
Não há dúvidas, portanto, de que a importância da conquista do título estadual ultrapassa o valor isolado cada competição, em si. Para clubes como Fluminense, Corinthians, Atletico/MG, Grêmio, Internacional, Fortaleza, Ceará, Bahia e Vitória, o troféu significa o triunfo sobre um rival.
Ou até a paz com seus torcedores. Mas no olhar sob a ótica de Flamengo e de Palmeiras, a conquista reforça a marcação de território. E abre a perspectiva de mais um ano feliz.
Predadores
Em três meses, o Vasco se desfez de quatro jovens recentemente promovidos de suas divisões de base. Dois deles, ambos de 19 anos, vendidos em definitivo: o lateral Leandrinho foi para o Al Shabab, dos Emirados Árabes, e o volante Matheus Ferreira para o São Paulo.
Já o volante Lucas Eduardo e o meia JP, ambos de 21 anos, foram emprestados para Cuiabá e Avaí, respectivamente. Todos os quatro com passagens por seleções da CBF. Pelo nível dos “reforços” contratados pelo Vasco desde o rompimento com a 777 e pelo seu DNA de “clube formador”, tenho a impressão de que o presidente Pedro Paulo e o diretor de futebol Felipe Loureiro, curiosamente, dois ex-jogadores formados em São Januário, erram na estratégia predatória. O futuro dirá.
Bola fora
A lesão muscular de Neymar, somada às estripulias fora de campo, deixaram Dorival Júnior em apuros. O técnico da seleção contava com o craque para ajudar no plano de somar ao menos quatro pontos nos seis a disputados contra Argentina e Colômbia.
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