Monitoramento conclui que mancha na praia da Guarderia não tem causa única; entenda
Nota técnica foi aprovada pelo Grupo de Trabalho, que fez recomendações para a preservação da área
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Um monitoramento realizado entre os meses de março e abril concluiu que a mancha identificada no começo do ano na praia da Guarderia, em Vitória, não possui uma única causa.
De acordo com a nota técnica, aprovada pelo grupo de trabalho criado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o fenômeno resultou, provavelmente, da combinação de fatores ambientais e estruturais — em especial a paralisação temporária da bomba de tempo seco da Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (EBAP), entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano.
"A interrupção [da bomba] comprometeu a interceptação de contribuições irregulares de esgoto conectadas à rede de drenagem pluvial. Contribuições difusas de municípios da Região Metropolitana e condições naturais favoráveis à proliferação de microalgas também foram identificadas como fatores agravantes", explicou o MPES, por nota.
Durante o período, foram realizadas cinco campanhas de monitoramento microbiológico. Com os resultados preliminares, o documento classificou a área no entorno da manilha de drenagem como imprópria para banho, indicando risco à saúde pública devido à presença de fonte pontual ativa de poluição e da variabilidade dos resultados microbiológicos.
Além disso, o Ponto 14 foi identificado como área sensível, com indícios de contaminação recorrente e origem ainda não plenamente determinada — indicando a necessidade de monitoramento contínuo e investigações complementares.
Recomendações
A nota técnica inclui, ainda, recomendações para a preservação da área. Entre as medidas recomendadas pelo Grupo de Trabalho estão a identificação e correção de ligações clandestinas de esgoto na rede pluvial e o monitoramento permanente da caixa de tempo seco, além da retirada, a médio prazo, de manilhas de drenagem da faixa de praia — com prioridade para as estruturas da Ponte da Ilha do Frade, da orla norte de Camburi e da Ilha das Caieiras.
O órgão destaca que as conclusões têm caráter preliminar, já que os resultados dos parâmetros físico-químicos coletados ainda estão sendo processados em laboratório. O Grupo de Trabalho realizará uma nova reunião na segunda quinzena de maio para avaliar os resultados mais consolidados das coletas e as demais providências relacionadas ao tema.
Veja imagens da mancha feitas pelo fotógrafo Fernando Pandolpho Ferreira em fevereiro deste ano:
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