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Cidades

"Eu não vi meu filho crescer", diz mulher presa por tráfico de drogas no ES

Thaynara está presa há mais de 8 anos



Imagem ilustrativa da imagem "Eu não vi meu filho crescer", diz mulher presa por tráfico de drogas no ES
Thaynara dos Santos Nascimento está presa por tráfico. Ela trabalha em fábrica de calçados no presídio |  Foto: Fábio Nunes/ AT

Das 989 mulheres presas no Espírito Santo, 301 estão na cadeira por tráfico de drogas, como é o caso de Thaynara dos Santos Nascimento, de 28 anos.

A detenta, que trabalha na fábrica de sapatos instalada no centro prisional, conversou com a reportagem de A Tribuna. Ela conta sobre os mais de 8 anos que está presa, sobre o que aprendeu na prisão e sobre o que ainda tem de sonhos para sua vida.

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A Tribuna- Conta um pouco da sua história.

Thaynara dos Santos Nascimento- Nasci em Vitória. Não tive muito vínculo com a minha mãe. Já era crescidinha, tinha 8 para 9 anos, quando fui morar com ela. Foi quando meu avô morreu e logo depois a minha avó ficou doente também. Morava com eles e com meu pai. Minha mãe não teve domínio sobre mim.

Com quantos anos você se tornou usuária de drogas?

Eu sou uma ex-usuária. Eu falo ex porque eu não me considero mais a pessoa que eu era antes. Aos meus 12 anos de idade, a vida que eu levei eu não desejo para ninguém. Eu me aprofundei nas drogas devido a uma situação traumática que vivenciei.

Aí, conheci um cara que traficava para sustentar o vício. Conheci o crack e comecei a usar drogas. Eu fiquei muito mal. Não falo nem mal, porque eu era uma criança, 13 anos de idade. Eu queria o apoio de alguém.

Como foram suas prisões?

Assaltei uma loja com um amigo, sob efeito de drogas, querendo dinheiro para usar drogas. Aí fui eu e mais um amigo meu. Eu tomei uma sentença de 6 anos, 7 anos, diretamente no semiaberto, mas não aprendi nada.

Na minha segunda passagem, eu senti na pele, porque meu filho ia fazer um aninho. Eu deixei ele com o meu tio para poder ir para rua usar droga.

E nisso que eu fiquei aqui dentro, minha mãe vinha, trazia ele, tinha vezes que meu tio não deixava ele vir na visita, tinha vezes que meu tio falava que ele não ia vir e proibia a entrada dele no presídio, não deixava minha mãe pegar. Aí foi onde que eu comecei a pensar em sair dessa vida.

Mas eu recaí de novo. Desta vez para mim foi mais difícil, porque eu perdi o crescimento todo do meu filho. Eu não vi meu filho crescer. Meu filho está com 12 anos hoje.

O que você aprendeu aqui?

Hoje eu penso em mudança. Terminei minha escolaridade aqui dentro e fiz cursos também, trabalho na fábrica de sapatos. O meu sonho é fazer Medicina, ser obstetra ou fazer pediatria, pois eu amo criança. Aqui eu pude ver que eu posso conquistar, eu posso realizar. Tenho 28 anos, terminei meu estudo agora.

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