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Animais eram levados para morrer em apartamento em Vila Velha

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Polícia

Animais eram levados para morrer em apartamento em Vila Velha


Quatro cachorros ainda foram encontrados vivos com sinais de desnutrição (Foto: Divulgação)Quatro cachorros ainda foram encontrados vivos com sinais de desnutrição (Foto: Divulgação)

O apartamento em que foram descobertos vários animais mortos ou em estado crítico de saúde, no Centro de Vila Velha, era utilizado como local de descarte para esses bichos. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil, durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (24).

No dia 8 de janeiro deste ano, 11 animais, sendo seis cachorros e cinco gatos, foram encontrados mortos em um apartamento no Centro de Vila Velha. A Guarda Municipal e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente agiram em conjunto para resgatar os corpos sem vida e quatro cachorros vivos, com sinais de desnutrição.

De acordo com o delegado e titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Eduardo Passamani, com o término do inquérito da Polícia Civil, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e maus-tratos a animais. A jovem, que foi identificada como dona do apartamento, e os pais dela.

Após a investigação e vários depoimentos de testemunhas, a polícia começou a desconfiar que havia um esquema criminoso relacionado ao imóvel. Além de desvio de dinheiro das doações que deveriam ser usadas no tratamento dos animais, para uso próprio.

"Desde 2019, havia reclamação de mau cheiro no edifício. Então acreditamos que os animais eram resgatados, usados para divulgação nas redes sociais para a arrecadação de dinheiro, porque eles recebiam as doações e o dinheiro não era destinados para aquele fim e os bichos eram encaminhados para morrer naquele apartamento", disse o delegado.

Passamani ainda afirmou que cerca de R$ 25 mil arrecadados para a compra de um terreno na Serra, que seria utilizado como um abrigo, não foi repassado ao proprietário do local. "Então, com isso, a gente conseguiu provar, que o dinheiro dessa doação ficou com eles".

Segundo o delegado da DPMA, o casal ainda é acusado de ameaçar várias pessoas nas redes sociais, entre elas, protetores de animais que atuavam na mesma região que eles. 

"Eles postavam fotos armados, ameaçando essas pessoas na internet. Por isso, a primeira ação foi a interdição do abrigo e o recolhimento dos animais. Depois disso, nós encontramos indícios de drogas, de uma queimada e aí várias pessoas vieram depor dizendo que o local foi adulterado", contou Eduardo Passamani.

Ainda de acordo com ele, logo que foi encontrado o apartamento em Vila Velha, o casal organizou um mutirão para fazer uma limpeza no terreno, porque eles ficaram com medo de uma ação da polícia.

Agora, a denúncia, com o pedido de prisão do casal e da jovem, vai ser encaminhado para análise do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Outro lado

A família, que foi acionada pela CPI para prestar depoimento, não compareceu ao local. Em uma entrevista, o advogado Jamilson Monteiro, que representa o casal e a filha, afirmou que eles não compareceram à CPI por orientação dele. 

"Porque não tivemos tempo hábil a ter acesso ao processo apurado aqui hoje. A CPI notificou a família na quinta-feira pós carnaval para estar aqui hoje. Eu, enquanto defesa, protocolei um pedido de vistas e não tivemos vistas dos autos. Como que eles viriam prestar esclarecimentos sem saber ao certo o que estaria sendo apurado aqui hoje?", questionou o advogado.

Ainda de acordo com ele, é "garantido a qualquer réu ou indiciado o direito de saber o que está sendo produzido contra si". Jamilson ainda afirmou que, um segundo motivo para a falta dos acusados, seria a internação de um deles, que tem previsão de alta de 10 dias.

O advogado ainda alega que as acusações estão sendo feitas de forma genérica e colocando todo mundo na mesma situação. "Então a defesa é apurar e individualizar a conduta de cada um", destacou.

CPI dos Maus-tratos

Depoimentos coletados durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga maus tratos aos animais na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), comprovaram que animais eram submetidos a condições insalubres e cruéis, dentro de um apartamento em Vila Velha.

Um dos depoimentos dados na tarde desta quarta-feira (24) foi de Sérgio Augusto Santos, ex-síndico do prédio. Ele contou que os animais chegaram a ficar mais de um mês fechados no imóvel, sem qualquer tipo de assistência. O mau cheiro de fezes, urina e de restos mortais dos animais fez com que os moradores isolassem a porta com fitas adesivas, com o objetivo de conter o forte odor.

"Eu mesmo viajei para Minas Gerais no início de dezembro e retornei no início de janeiro e a porta não demonstrava qualquer sinal de que havia sido aberta", contou.

Os animais, segundo a CPI e investigação da Polícia Civil, estavam sobre a tutela de uma jmulher responsável por um abrigo de animais abandonados, identificado como "Abrigo Au-Au Carente". Além dela, o marido e a filha, que supostamente morava no local, eram responsáveis pelos animais.

Ainda segundo o ex-síndico, os moradores do prédio fizeram diversas reclamações, tanto junto aos pais da jovem quanto a Prefeitura de Vila Velha. As denúncias só avançaram neste ano, em meio a uma operação da CPI de Maus Tratos da Ales com apoio da Guarda Municipal de Vila Velha. 

"Foram várias denúncias. Eu mesmo falei com a mãe da jovem e comecei a receber ameaças. Depois de muita reclamação, o pai foi ao local e retirou mais de 20 sacos de 200 litros de lixo, com sujeira causada pelos animais", afirmou o ex-síndico.

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