Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
tempo 23°C VITÓRIA
User Login
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

CONVERGÊNCIA

Quando a cidade pensa

Cidades inteligentes usam tecnologia e dados para melhorar serviços e antecipar problemas

Tasso Lugon | | Atualizado em
Convergência

Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.


          Imagem ilustrativa da imagem Quando a cidade pensa
Tasso Lugon é CEO da Banestes Asset Management e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital |  Foto: Divulgação

Imagine sair de casa e encontrar semáforos que se ajustam ao trânsito, ônibus com horários mais previsíveis, iluminação pública que identifica falhas automaticamente e sistemas capazes de alertar sobre riscos de alagamento antes que a situação fique crítica.

Pode parecer uma visão de futuro, mas muita coisa disso já é possível. E é justamente aí que começa a discussão sobre cidades inteligentes.

Durante algum tempo, falar nesse assunto era quase sinônimo de instalar câmeras, sensores e internet por toda parte. Hoje, penso que essa visão ficou pequena. Uma cidade não é inteligente simplesmente porque tem muita tecnologia. Ela é inteligente quando consegue usar a tecnologia para resolver problemas reais das pessoas.

Parece uma diferença pequena, mas não é.

Todos os dias, uma cidade produz uma quantidade enorme de informações. O trânsito mostra onde estão os congestionamentos. O sistema de transporte revela os horários de maior movimento. Sensores podem acompanhar o nível da água de rios e canais. A iluminação pública informa onde há falhas. Serviços de saúde, segurança e atendimento ao cidadão também geram dados.

O desafio é fazer essas informações conversarem entre si.

Com a inteligência artificial, essa possibilidade se tornou ainda maior. Em vez de apenas mostrar um problema depois que ele aconteceu, a tecnologia pode ajudar a identificar padrões e antecipar situações.

Pense nas chuvas fortes, por exemplo. Ao combinar previsão do tempo, histórico de alagamentos, volume de chuva e informações de sensores, uma cidade pode ter mais condições de identificar áreas de risco e agir antes de uma emergência.

No trânsito, sistemas inteligentes podem analisar o movimento das vias e ajustar semáforos. No consumo de água, podem ajudar a identificar vazamentos. Na energia, podem tornar a iluminação pública mais eficiente.

Mas existe um cuidado importante: tecnologia não pode virar sinônimo de solução para tudo.

Uma cidade cheia de equipamentos conectados também precisa proteger os dados das pessoas, investir em segurança digital e garantir que os serviços continuem acessíveis a quem não domina aplicativos ou não tem facilidade com tecnologia.

Esse talvez seja um dos grandes desafios dessa transformação.

O Brasil já começa a avançar nessa direção. Existem iniciativas nacionais voltadas para cidades inteligentes e projetos para ajudar municípios a desenvolver estratégias de transformação digital. Vitória, inclusive, ganhou destaque nacional ao ocupar a primeira posição do Ranking Connected Smart Cities de 2025.

É um sinal interessante para nós, capixabas, mas rankings não deveriam ser o objetivo final.

A melhor medida de uma cidade inteligente continua sendo muito mais simples: a vida das pessoas melhorou?

Se a tecnologia consegue reduzir o tempo no trânsito, prevenir problemas, facilitar o acesso aos serviços públicos, economizar recursos e ajudar a cidade a responder mais rápido às necessidades da população, ela está cumprindo seu papel.

O futuro das cidades provavelmente terá mais sensores, inteligência artificial e sistemas conectados. Mas acredito que a verdadeira inovação não estará na quantidade de tecnologia espalhada pelas ruas.

Estará na capacidade de usá-la para fazer a cidade funcionar melhor para quem vive nela.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Convergência

Convergência, por Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

ACESSAR Mais sobre o autor
Convergência

Convergência,por Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

Convergência

Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

PÁGINA DO AUTOR

Convergência