“Cidade de oportunidades que muda a cada dia”, afirma prefeita de Vitória
Com 92 obras em andamento, Vitória completa 475 anos mirando mais mobilidade, educação, saúde e ambiente favorável a investimentos
Com mais de 90 obras em andamento, revitalizações de espaços públicos e projetos que buscam atrair investimentos e gerar emprego e renda, a capital do Estado chega aos 475 anos olhando para o futuro.
Em entrevista para o jornal A Tribuna, a prefeita Cris Samorini falou sobre as transformações em curso, os desafios e o potencial de Vitória para se tornar cada vez mais uma cidade de oportunidades.
Confira a entrevista
A Tribuna: Na data em que Vitória completa 475 anos, quais são os “presentes” que os moradores e visitantes recebem?
Cris Samorini: Estamos com um planejamento robusto. Em andamento, temos 92 obras, entre as quais duas novas escolas, uma UPA e uma nova unidade de saúde no Bairro República. Além disso, temos o Mergulhão de Camburi, que está previsto para ser entregue em 2027. Também temos outra série de obras, como a revitalização da Beira-Mar, começando próximo ao Porto de Vitória.
A Tribuna: As obras do Canal de Camburi também estão avançando?
Cris Samorini: Sim. No final deste mês também vamos entregar parte da obra no lado de Jardim da Penha. É um projeto lindo que ainda vai continuar para que, no final do ano, tenhamos entregue a primeira etapa da orla do canal, que inclui restaurantes e a ciclopassarela. Ela cria um novo acesso entre a Praia do Canto e Jardim da Penha.
Também estamos reacendendo a Ponte da Passagem, após oito anos. A ponte agora terá uma tecnologia diferenciada que pode, de forma automatizada, substituir as cores de acordo com cada festividade, cada momento.
A Tribuna: Prefeita, como uma pessoa nascida em Vitória, tem alguma região especial que a senhora tenha orgulho de ter tido a oportunidade de melhorar?
Cris Samorini: Eu tenho uma vivência no centro de Vitória, com a família do meu pai. A primeira empresa, que tem 111 anos no Centro, inclusive, tem a fachada tombada.
Passei muitos anos da minha vida ali na papelaria da família, assim como as minhas férias também eram Centro. Então, é um local que eu tenho um carinho especial. Temos um projeto muito importante, que faz parte desse novo caminhar de Vitória, que é o ReAC (Programa de Reabilitação da Área Central), que potencializa todos os investimentos de habitação, de novos comércios para a região.
Ele é voltado justamente a destravar muitas questões e também dar a responsabilidade para muitos proprietários de imóveis que precisam realmente cuidar e ocupar os espaços. Outro lugar especial para mim é o Theatro Carlos Gomes, que também faz parte da minha memória afetiva e está conectado à minha juventude.
A Tribuna: Há algum projeto para o Centro sendo entregue?
Cris Samorini: Sim. Estamos entregando, como parte das festividades do aniversário de Vitória, a praça inclusiva Viver Vitória, lá no Parque Moscoso. A primeira delas foi entregue na Praça dos Desejos. E ainda este mês entregaremos a terceira no Parque Pedra da Cebola.
A Tribuna: E, nesse aniversário, como a senhora enxerga Vitória nos próximos anos? Quais são os potenciais da cidade?
Cris Samorini: Nós acabamos de receber um resultado importante no cenário nacional, que é o título de cidade mais competitiva do Brasil. Ultrapassamos Florianópolis. Estamos estruturando, já há algum tempo, um ambiente voltado para facilitar a vida do empreendedor, com segurança jurídica.
Mas o que estamos fazendo agora também é tornar grandes obras, como, por exemplo, o Canal de Camburi, espaços para concessão. Queremos que o setor privado possa potencializar aquelas regiões através de mais investimentos, geração de emprego e de renda.
A Tribuna: Há melhorias em outras áreas também?
Cris Samorini: Temos resultados efetivos em melhoria na educação, especialmente na alfabetização, e, em especial, na saúde. Somos a primeira capital do País em acesso à saúde. A cidade é, de fato, destaque nacional, e isso tem atraído muitos turistas. Eu ando muito pela cidade e escuto elogios. Vitória é uma cidade de oportunidade que se transforma a cada dia. As oportunidades são para todos, desde o pequeno e o microempreendedor até os grandes investimentos.
O que vem por aí
Mergulhão de Camburi
A obra tem o objetivo de eliminar a retenção de veículos no cruzamento da Norte-Sul com a avenida Dante Michelini, na altura de Jardim Camburi.
Com a conclusão do trabalho, a expectativa da prefeitura é que a velocidade média nos horários de pico – que hoje é de 2 km/h – passe para 33 km/h.
Com investimento da R$ 77,5 milhões, a principal intervenção é a criação de duas passagens inferiores (mergulhões).
A previsão de conclusão é para o primeiro trimestre de 2027.
Escola Irmã Jacinta (Romão)
O novo prédio da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Irmã Jacinta Soares de Souza Lima, no Romão, está sendo construído na rua Ormando Aguiar, no terreno onde funcionou a escola, hoje atendendo 485 alunos na Ilha de Santa Maria.
Atualmente, 80% das obras já estão concluídas. A previsão de conclusão é para o final do segundo semestre deste ano
Escola São Vicente de Paulo (Moscoso)
A Emef vai atender a 750 estudantes divididos em dois turnos – um aumento de 36% na capacidade de matrícula da unidade de ensino. A nova sede terá três pavimentos.
A previsão de conclusão é para o final do primeiro semestre de 2027.
Canal de Camburi
O Canal de Camburi está recebendo uma nova orla, com atracadouros, quiosques, restaurantes, passarelas e uma travessia sobre o canal.
O projeto abrange os bairros Praia do Canto, Barro Vermelho, Santa Luiza e Pontal de Camburi, e o investimento total é de R$ 219,9 milhões.
O canal fica entre a ponte da Passagem e as pontes de Camburi.
A primeira etapa foi entregue e cobre o trecho entre as pontes de Camburi e a rua Moacir Strautch, na Praia do Canto.
Já estão prontos cinco atracadouros com flutuantes para barcos e lanchas, além de um deque com bancos, jardineiras e guarda-corpo em aço inox.
As próximas obras nesse mesmo trecho incluem duas edificações comerciais, uma peixaria e uma passarela de pedestres ligando as duas margens — conectando Pontal de Camburi a Santa Luiza.
Até o final deste mês será entregue a parte da orla de Jardim de Penha no Canal de Camburi.
No total, o projeto vai criar 3,3 km de calçadão para pedestres e ciclistas, construído sobre a água ao longo das margens do canal, somando 32 mil m de área construída.
Na margem norte, além da calçada de pedestres, estão sendo implantadas uma praça de eventos e uma arquibancada.
UPA Forte São João
A construção da UPA no Forte São João tem objetivo de ampliar e descentralizar a cobertura de urgência e emergência no município.
Vitória conta, hoje, com dois Prontos Atendimentos (PAs) — Praia do Suá e São Pedro — que realizam cerca de 120 mil atendimentos anuais.
A primeira UPA de Vitória está sendo construída na avenida Vitória, esquina com a rua Desembargador José Vicente.
A obra ocupa um terreno de 4.639,21 m e tem investimento de R$ 21,6 milhões.
O projeto prevê um prédio de dois pavimentos, com estacionamento, jardins e total acessibilidade.
Classificada como Porta III, a nova UPA terá capacidade para 36 leitos de observação e previsão de até 345 mil atendimentos por ano.
A previsão de conclusão é para dezembro de 2027.
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