Transparência de municípios do ES vira referência para outros estados
Técnicos gaúchos e do Rio de Janeiro vão conhecer modelo que aumentou de 44 para 55 o número de cidades com nota “ótima”
As ações de transparência dos municípios capixabas vão ser referência para Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Técnicos do estado gaúcho chegaram a visitar o Espírito Santo para entender como o movimento empresarial do Espírito Santo em Ação contribuiu para "virada de chave" relacionada à corrupção.
Entre as melhorias estão o avanço das cidades na apresentação das informações aos cidadãos. De acordo com o diretor de Gestão Pública do ES em Ação, André Brito, na prática as gestões municipais estão melhorando os portais de transparência para apresentar mais dados.
“Eles estão alimentando os portais, disponibilizando de toda forma possível as informações necessárias para trazer transparência aos indicadores municipais, os serviços públicos e as obras”, diz Brito.
O uso da Inteligência Artificial, embora não seja o motivo principal da melhora nos indicadores, é um dos métodos que ajudou no aumento da transparência, comenta Adila. Segundo ela, as gestões estão ampliando a utilização da IA para analisar dados.
Os resultados do Ranking de Transparência dos Municípios Capixabas, elaborado pela organização não-governamental Transparência Capixaba e a entidade privada Espírito Santo em Ação foi divulgada na manhã de ontem, com a presença de autoridades. Entre os prefeitos, estiveram presentes os de Mucuri, Serra, Piúma, Santa Leopoldina, Afonso Cláudio e Marechal Floriano.
Segundo o relatório, a média dos 78 municípios capixabas subiu de 80,4 para 86,9 pontos, enquanto o número de cidades na faixa “ótimo” passou de 44 para 55 em um ano.
Nove cidades apresentaram queda nesta edição e 22 permaneceram estáveis, com variação de até dois pontos. O Tribunal de Contas do Estado (TC-ES) vai “abrir diálogo”, diz Adila, com municípios que não estão bem para orientar sobre melhoras.
A preparação dos municípios capixabas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas representa um desafio para a maior parte das cidades do Espírito Santo, segundo o relatório. Apenas 14% são “ótimos” nisso.
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