Fazenda investe R$ 1 milhão em torra a gás e melhora qualidade do café
Fazenda investiu R$ 1,2 milhão no uso de gás na secagem, reduziu para 1% a incidência de fumaça e elevou as notas sensoriais
Uma pesquisa para substituir o uso do forno a lenha pelo forno a gás natural, patrocinada pela JDE Peet's — dona de marcas como L'Or, Pilão e Caboclo — teve os resultados revelados durante o Vitória Coffee Summit 2026, ocorrido na quinta-feira (20) e sexta-feira (21), no Cais das Artes, em Vitória.
O experimento foi conduzido na Fazenda Chapadão, em Linhares. Segundo o proprietário da fazenda, Eduardo Bortolini, foram investidos R$ 1,2 milhão em três secadores a gás — sendo R$ 400 mil em cada —, além da ligação à rede de distribuição da ES Gás, também presente no evento.
Os resultados, além de uma economia com o uso da lenha e a melhora da operação a partir da praticidade, garantiram um incremento na qualidade do produto.
Segundo o diretor de Operações de Café Cru para a América Latina da JDE, Aristides Tabosa, houve um aumento significativo nas notas sensoriais do café e a eliminação quase completa do aroma de fuligem:
“Vimos uma redução drástica de cafés com incidência de fumaça. Caiu de 27% para 1% quando comparados café com secagem à lenha e à gás. Tivemos surpresas muito boas em termos de qualidade”.
Tabosa explica que o resultado e a adoção da tecnologia pode estimular o aumento das compras de cafés para a utilização no portifólio da companhia.
“Temos um perfil global. A partir do momento em que passamos a encontrar qualidade diferenciada (nos cafés), começamos a considerar a utilização desses cafés nos nossos blends, uma parte estratégica da companhia. Com candidados como esse, a gente começa sim a pensar em outras alternativas”, diz.
Para que isso ocorra, no entanto, ele reforça a necessidade de que os cafés identificados com o uso do secador a gás ganhem constância e possam ser produzidos em escala.
A JDE é uma grande compradora de cafés verdes da região. Em fase de experimentação, a tecnologia será estimulada para uso entre produtores do Norte do Espírito Santo assim que a fase piloto for finalizada, comenta Tabosa.
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