Nasa leva pesquisa de alunos da rede pública do ES para o espaço
Projeto de estudantes da escola Irmã Maria Horta estuda efeitos da radiação espacial sobre o desenvolvimento das plantas
Pelo segundo ano consecutivo, estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Irmã Maria Horta, em Vitória, foram selecionadas para integrarem um estudo da Nasa, que enviou pesquisas desenvolvidas por alunos de diferentes países ao espaço no último sábado (22).
Após participar, em 2025, de um experimento que enviou sementes ao espaço para estudar os efeitos da radiação espacial sobre a germinação e o desenvolvimento das plantas, a escola volta a representar o Espírito Santo e o Brasil com uma nova pesquisa científica.
O projeto do ano passado foi tema de reportagem em A Tribuna. “A implementação da política de educação especial inclusiva do Estado foi consolidada e já apresenta resultados, como a participação no projeto STEAM”, declarou Giovanne Berger, gerente de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva da Secretaria de Estado da Educação (Sedu).
Nesta edição, as estudantes Ana Clara Rezende e Thainara Alves da Cruz, orientadas pelo professor Luiz Gustavo Gomes e atendidas pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) para Altas Habilidades ou Superdotação, desenvolveram um experimento que enviou sementes envolvidas por um material protetor ao espaço.
“As meninas, junto com estudantes de Gana, EUA e Filipinas, tiveram a ideia de enviar as sementes com proteção de policarbonato e gel térmico, materiais que minimizam os impactos da radiação ultravioleta”, explicou o professor.
O objetivo principal, segundo o educador, é criar estudos e pesquisa a respeito de proteção biológica em ambientes extremos.
Ana Clara, 17 anos, aluna do 2º ano do ensino médio, disse que enxerga no projeto uma oportunidade única. “Iniciativas assim parecem muito distantes para quem é da rede pública, então temos uma chance de viver uma experiência muito incrível”.
Thainara, de 16 anos e também aluna do 2º ano, contou que já pensa em seguir estudando os temas do projeto.
“Quero aprimorar meu conhecimento em Astronomia, Física, Biologia e Matemática. Penso em trabalhar com pesquisa científica quando me formar”.
Saiba Mais
Projeto STEAM
- Pelo segundo ano consecutivo, estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Irmã Maria Horta, em Vitória, tiveram um experimento selecionado para o projeto STEAM – Experiment on NASA Flight RB-11, que enviará pesquisas desenvolvidas por estudantes de diferentes países ao espaço.
- Após participarem, em 2025, de um experimento que enviou sementes ao espaço para estudar os efeitos da radiação espacial sobre a germinação e o desenvolvimento das plantas, a escola volta a representar o Espírito Santo e o Brasil com uma nova pesquisa.
- O projeto do ano passado foi tema de reportagem de A Tribuna no dia 6 de setembro.
Proteção contra radiação
- Nesta edição, as estudantes Ana Clara Rezende e Thainara Alves da Cruz, orientadas pelo professor Luiz Gustavo Gomes e atendidas pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) para Altas Habilidades ou Superdotação, desenvolveram um experimento que enviará sementes em uma caixa cúbica de quatro centímetros envolvidas por um material protetor ao espaço: policarbonato e gel térmico.
- A proposta busca ampliar os estudos sobre formas de minimizar os impactos da radiação espacial e contribuir para pesquisas sobre proteção biológica em ambientes extremos.
Sementes diferentes
- Foram enviadas sementes de couve e rabanete. As espécies foram selecionadas porque precisavam ser compatíveis com os solos dos países participantes.
- No último sábado, um balão atmosférico foi lançado de uma base da Nasa, no Texas (EUA), e atingiu cerca de 37 quilômetros de altitude, chegando na estratosfera.
- As sementes ficaram cerca de cinco horas expostas à radiação antes de voltar ao solo junto com o balão, que foi inflado com um milhão de litros de gás hélio.
- No ano passado, o processo foi realizado da mesma forma.
Dados para a Nasa
- Após o experimento, as sementes retornarão para os países de origem e as estudantes vão plantá-las.
- As alunas irão acompanhar a germinação e o crescimento dos vegetais, anotando todo o processo e enviando todos os dados para a Nasa ao final de três meses.
- Além dos estudos, as duas alunas também vão participar de troca de conhecimentos com estudantes de outros países, que deverão ser feitos na língua inglesa para comunicação integrada entre os adolescentes.
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