Catarata ocular
Crônicas e dicas do doutor João Evangelista, que compartilha sua grande experiência na área médica
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Dizer que os olhos são a janela da alma resume a ideia de que o olhar é o portal mais autêntico para as emoções, revelando verdades, medos, alegrias e intenções, que as palavras muitas vezes não conseguem expressar.
A dilatação das pupilas e o tempo de contato visual revelam o nível de interesse e empatia em uma interação, fazendo do olhar o espelho da essência pessoal.
O cristalino é a lente natural do olho. Localizado atrás da íris e da pupila, sua principal função é ajustar o foco. Mudando de formato, ele nos garante enxergar imagens nítidas, tanto de perto quanto de longe.
Essa estrutura transparente é responsável por trazer raios de luz para um foco na retina. Pequenos músculos fazem com que o cristalino mude de forma, o que permite que os olhos se foquem em objetos próximos ou distantes.
O cristalino funciona como uma lente de câmera, focando a luz na retina, para visão clara. Ele também ajusta o foco do olho, permitindo ver claramente as coisas de perto e de longe.
Essa lente é feita principalmente de água e proteína. A proteína é organizada de uma maneira precisa, mantendo a lente clara e permite que a luz passe através dela.
À medida que envelhecemos, algumas dessas proteínas podem se aglomerar e começar a obscurecer uma pequena área da lente. Isso é uma catarata e, com o tempo, pode aumentar e ofuscar mais as lentes, dificultando a visão.
O termo catarata vem do grego e significa queda d'água ou corredeira. O nome foi dado porque, nos estágios mais avançados, o cristalino se torna opaco e esbranquiçado, lembrando a cor e a espuma de uma cachoeira. Como a condição evolui lentamente, a visão também vai se tornando turva, como se a pessoa estivesse olhando através de uma queda d'água ou de um vidro embaçado.
A catarata parece agir como um marcador do tempo, algo que inevitavelmente chega com o envelhecimento, assim como a presbiopia e outros desgastes físicos.
Assim como acontece com as máquinas, o corpo humano também precisa de manutenção. A catarata surge, nesse contexto, como mais uma das inevitáveis peças que precisam de atenção, com o passar dos anos.
Em vista disso, é preciso estar atento aos sinais do organismo, especialmente dos olhos, que muitas vezes passam despercebidos, até que o problema se agrave. Às vezes, o óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.
O medo de ficar cego é compartilhado por muitas pessoas que enfrentam a catarata ou outras condições oftalmológicas graves. A perda da visão não implica apenas uma limitação física, mas pode também trazer implicações emocionais e psicológicas significativas.
A angústia de não poder realizar tarefas cotidianas, como ler ou viajar, aparece de forma intensa, revelando a fragilidade humana diante de condições que podem alterar drasticamente a vida.
A visão é um dos nossos bens mais preciosos. Agindo com os cuidados necessários, podemos garantir que ela nos acompanhe por toda a vida.
A esperança brilha nos olhos de quem a contempla.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.