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Copa mais tecnológica da história

Com 48 seleções e jogos em três países, torneio amplia escala e aposta em recursos tecnológicos para aumentar a precisão e a transparência

Eduardo Pinheiro | 15/06/2026, 13:07 h | Atualizado em 15/06/2026, 13:07
Mundo Digital

Eduardo Pinheiro

Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.


          Imagem ilustrativa da imagem Copa mais tecnológica da história
Eduardo Pinheiro. |  Foto: Divulgação

A Copa do Mundo de 2026 já entrou para a história antes mesmo de a bola rolar. Pela primeira vez, o principal torneio de futebol do planeta contará com 48 seleções, ampliando significativamente o número de partidas, de atletas envolvidos e de torcedores impactados.

A competição será realizada simultaneamente nos Estados Unidos, Canadá e México, tornando-se também a maior em extensão territorial já promovida pela Fifa. O crescimento do torneio impressiona não apenas pelo aspecto esportivo. A Fifa estima arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a realização do evento, consolidando a Copa como um dos maiores espetáculos esportivos e comerciais do planeta.

Mas existe outro fator que promete marcar esta edição: a tecnologia. Se em décadas passadas as discussões sobre lances duvidosos dominavam as mesas-redondas e dividiam torcedores, a Copa de 2026 representa um salto sem precedentes na utilização de recursos tecnológicos dentro das quatro linhas.

Entre as principais inovações está o impedimento semiautomático com Inteligência Artificial. Diversas câmeras instaladas nos estádios acompanham em tempo real os movimentos dos jogadores, enquanto sensores embarcados na bola identificam o exato momento do passe. A IA cruza milhares de informações em poucos segundos, permitindo que a arbitragem receba apoio preciso para validar ou anular jogadas.

Outra grande novidade é a chamada bola inteligente. Muito além de um simples equipamento esportivo, ela possui sensores internos capazes de registrar centenas de informações por segundo. Esses dados ajudam a determinar com extrema precisão quando ocorreu um toque na bola, fornecendo informações valiosas para o VAR e reduzindo significativamente as margens de erro.

Pela primeira vez em uma Copa, os árbitros também utilizarão câmeras corporais durante as partidas. Além de proporcionar imagens inéditas para os espectadores, a tecnologia servirá como importante ferramenta de treinamento, análise de desempenho e avaliação técnica da arbitragem, permitindo uma visão privilegiada dos lances sob a perspectiva de quem toma as decisões em campo.

A quarta revolução tecnológica está na utilização da Inteligência Artificial para análise de dados. Cada partida gera milhões de informações relacionadas ao posicionamento dos atletas, velocidade, deslocamentos, intensidade física e padrões táticos. Esses dados são processados em tempo real e auxiliam treinadores, analistas de desempenho, equipes médicas e até as transmissões esportivas, que passam a oferecer conteúdos cada vez mais ricos ao público.

Se antigamente a dúvida fazia parte do jogo, agora ela está sendo substituída pela precisão. A tecnologia não elimina a emoção do futebol, mas contribui para que os resultados sejam cada vez mais justos e transparentes. E nós, brasileiros, esperamos que toda essa inovação tecnológica esteja ao lado da nossa seleção canarinho. Afinal, se a Copa de 2026 será a mais tecnológica da história, que ela também seja lembrada como a Copa da conquista da tão sonhada sexta estrela no peito.

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A coluna Mundo Digital é uma coluna que informa e orienta sobre segurança, golpes, dados, IA e Direito Digital, conectando tecnologia aos impactos reais na vida das pessoas. Com foco educativo e preventivo, transforma temas complexos em orientações práticas e incentiva o uso ético, seguro e responsável do ambiente digital.