ES zera mortes por vírus respiratório em crianças de até 4 anos
Cobertura vacinal contra o vírus respiratório supera meta e contribui para redução de casos graves
De janeiro até a primeira quinzena de maio não houve registro de óbito por decorrência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de até 4 anos, no Espírito Santo.
O resultado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), tem ligação com a campanha de imunização contra o VSR para gestantes a partir de 28ª semana de gravidez e para bebês entre 0 a 4 anos.
“A gestante recebe a vacina, e os bebês, um anticorpo, não o imunizante. Para estar elegível, ele deve ser prematuro, abaixo de 27 semanas, ou ter comorbidades e ter menos de 24 meses”, explicou Danielle Grillo, referência técnica do Programa Estadual de Imunizações da Sesa.
A estratégia de imunização contra o VSR teve início em dezembro do ano passado. O imunizante foi incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação das Gestantes e auxilia na proteção dos bebês.
“Além de zerar os óbitos, queremos reduzir ao máximo o número de casos e as formas graves da doença. Além disso, ao imunizar a mãe, os anticorpos são transferidos para os bebês”, declarou Danielle.
Bárbara Gobetti, médica ginecologista, buscou a vacina contra o VSR. Ela conta que recebeu o imunizante durante a gestação e que a filha, Vitória, de 11 meses, recebeu aos cinco meses de vida.
“Acredito que a vacina contribuiu para que todos os episódios de resfriado que minha filha teve, ao longo desses 11 meses de vida, fossem leves, sem evolução para quadros respiratórios graves ou necessidade de intervenção”, contou.
A médica também relata que não sentiu efeitos colaterais significativos após a vacina.
“O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de bronquiolite e internações em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. A vacinação é fundamental, porque reduz significativamente o risco das formas graves da doença”, destacou.
A obtenção do resultado positivo no combate à SRAG demonstra que a estratégia de vacinação está sendo efetiva, aponta a médica pediatra Flávia Tavares.
“Todos os níveis de atenção à saúde estão sendo eficazes, desde a vacinação como prevenção primária até a boa estrutura do sistema de saúde. Ou seja, estamos registrando menos casos graves, e com assistência médica de qualidade. A estratégia de vacinação está sendo efetiva”, apontou.
Para garantir a boa cobertura vacinal é necessário manter o programa e realizar melhoras, defendeu a médica.
“Para manter esse índice, precisamos fazer a manutenção do programa de vacinação e melhorar o nível de atenção à saúde pública para a população”, disse.
Saiba Mais
Imunização aumenta
Sem óbitos em bebês
- De janeiro à primeira quinzena de maio (até a semana epidemiológica 19), o Espírito Santo não registrou óbitos por decorrência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de até 4 anos.
- Da semana epidemiológica 01 a 19 foram registrados 181 casos em crianças de 0 a 4 anos.
- No mesmo período, em 2025, foram três óbitos nesta faixa etária e 241 casos de SRAG por VSR. Já em 2024 foram oito óbitos e 647 casos.
Imunização contra o vírus
- Até o mês de abril, o Espírito Santo já havia alcançado uma cobertura vacinal de 93,14% com mais de 16 mil doses administradas em gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
- Esse imunizante possui meta de 80%. Além disso, foram administradas 2.515 doses do anticorpo Nirsevimabe no público-alvo.
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