BR-101: escassez obriga empresa a “importar” mão de obra
A Ecovias Capixaba prioriza contratação local, mas precisa trazer operários de outros estados para obras de duplicação
A BR-101, rodovia que corta o Espírito Santo de Norte a Sul e conecta cidades, economias e milhares de vidas diariamente, enfrenta um desafio que é realidade em vários setores: a escassez de mão de obra.
Embora priorizem a contratação de mão de obra local, especialmente nas regiões onde as obras estão sendo executadas, a dificuldade de encontrar profissionais qualificados tem levado as empresas até a recorrerem a trabalhadores de outros estados para manter o ritmo dos canteiros e evitar impactos no cronograma.
O diretor-superintendente da Ecovias Capixaba, Roberto Amorim, revelou que hoje o grande volume das vagas está concentrado principalmente na parte operacional. “Atualmente, temos cerca de 400 colaboradores próprios. Já áreas como atendimento, limpeza, ambulância e outros serviços são terceirizados, o que representa aproximadamente mais 300”.
Segundo ele, via de regra, a contratação é feita prioritariamente dentro do Espírito Santo. “Em alguns cargos específicos, quando não conseguimos encontrar profissionais no Espírito Santo, acabamos trazendo de outras unidades do grupo ou até mesmo de outros estados para atender às demandas das obras. Ao longo do ano, a movimentação pode chegar a cerca de 3 mil colaboradores, em diferentes níveis profissionais, mas principalmente voltada aos operários da construção civil”.
Ele contou que há vagas para engenheiros e cargos técnicos, mas o maior volume está concentrado em profissionais que atuam diretamente na operação de maquinário e na execução das obras.
“Hoje, já sentimos o desafio da escassez de mão de obra, tanto nas obras do Sul quanto do Norte do Estado. Ainda assim, entendemos que isso não deve se tornar um gargalo para os cronogramas. As construtoras contratadas têm buscado alternativas, justamente para evitar impactos nas entregas. Quando não encontram profissionais localmente, especialmente em cargos de gestão ou funções operacionais mais específicas, recorrem à contratação de trabalhadores de outros estados”.
Um dos exemplos citados foi a Construtora Barbosa Mello, responsável pelas obras no Norte, que conta com canteiros em João Neiva e Fundão. “A empresa prioriza a contratação de profissionais da região, mas, diante da dificuldade de encontrar certos perfis, também tem trazido trabalhadores da Bahia e de outros estados para reforçar as equipes e evitar atrasos”.
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