ES está em alerta para casos graves de doenças respiratórias
Alerta da Fiocruz aponta que avanço das internações no Estado é por conta de vírus que atinge principalmente crianças e idosos
O Espírito Santo entrou em nível de alto risco para casos graves de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), principalmente entre crianças pequenas e idosos, segundo dados atualizados da Fiocruz.
O avanço dos registros é puxado, sobretudo, pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças até dois anos, e pela influenza A, que também tem elevado o número de hospitalizações em pacientes da terceira idade.
Segundo a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella, o crescimento de notificações neste período é esperado, mas os índices observados no território capixaba estão acima do histórico considerado habitual.
“O VSR está em nível alto em relação ao histórico do Espírito Santo. Já a influenza ainda está dentro do esperado, mas próxima de atingir um patamar considerado elevado para o Estado”.
Já dados do novo Informe Epidemiológico da Vigilância de Vírus Respiratórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que, até a Semana Epidemiológica 19 (16 de maio), o Espírito Santo registrou 895 casos hospitalizados por SRAG. A maior parte ocorreu entre crianças e adolescentes de até 17 anos, adultos com comorbidades e idosos acima de 60 anos.
A infectologista Martina Zanotti, do Hospital Vitória Apart, explica que crianças pequenas e idosos são os grupos mais vulneráveis porque possuem maior fragilidade imunológica. “A criança ainda está com o sistema imunológico em desenvolvimento, enquanto o idoso já apresenta uma perda natural da imunidade”.
Nas crianças, Martina explica que o VSR causa mais bronquiolite, podendo levar a insuficiência respiratória. “Já a gripe (influenza) no idoso costuma ser mais grave, associada à pneumonia e também com risco maior de eventos cardiovasculares e derrames (AVC)”.
A médica Mariana Ribeiro Macedo, referência técnica em Vigilância dos Vírus Respiratórios e Meningites do Programa Estadual de Imunizações, alerta para os sinais de agravamento:
“Falta de ar, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, irritabilidade, extremidades arroxeadas e febre persistente são sinais de alerta. Além disso, quando a pessoa melhora e depois volta a piorar, também é preciso procurar assistência imediata”.
Fique por dentro
Alerta
O Espírito Santo entrou em nível de alto risco para casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre crianças pequenas e idosos, segundo dados atualizados da Fundação Oswaldo Cruz. O avanço dos casos é puxado, sobretudo, pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças menores de 2 anos, e pela influenza A.
SRAG
De acordo com o novo Informe Epidemiológico da Vigilância de Vírus Respiratórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até a Semana Epidemiológica 19 (16 de maio), o Espírito Santo registrou 895 casos hospitalizados por SRAG.
Entre esses, 138 (15,42%) foram positivos para influenza.
Dentre os casos totais (895), 67 morreram, sendo que concentram-se principalmente em idosos com 60 anos ou mais e em indivíduos de 18 a 59 anos com comorbidades. No entanto, também foi registrado óbito na faixa etária pediátrica, com aumento crescente.
Entre as mortes, 17 (25,37%) foram atribuídos à influenza.
Vacinação gripe
A vacina utilizada é trivalente, protegendo contra três cepas do vírus influenza. A imunização segue até 30 de maio.
As doses estão disponíveis aos grupos que recebem na estratégia de rotina, como idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e gestantes, e aqueles grupos que compõem a estratégia especial, como: puérperas, trabalhadores de saúde, pessoas com deficiência permanente, professores, Forças Armadas, caminhoneiros, e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso.
Vacina contra VSR
O SUS também passou a disponibilizar a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes. O esquema vacinal é feito em dose única a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna. Bebês prematuros (idade gestacional inferior a 37 semanas) e com comorbidades também podem receber o imunizante contra bronquiolite no SUS.
Fonte: Fiocruz e Sesa.
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